Azeite aquecido realmente faz mal à saúde ou é apenas um mito? - Hora

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Saúde10/09/2014 | 11h24

Azeite aquecido realmente faz mal à saúde ou é apenas um mito?

Especialista da ABRAN analiza o comportamento do azeite durante a fritura

Azeite aquecido realmente faz mal à saúde ou é apenas um mito? Ricardo Wolffenbüttel/Agencia RBS
Médico garante que mesmo quente, azeite se mantem integro e benéfico ao combate do colesterol Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS
Quem nunca ouviu dizer que azeite, quando utilizado quente, faz mal à saúde? Acredita-se que ao ser aquecido, o azeite se transforma em lipídeo ruim, o que não passa de mito, segundo médico especialista da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Pelo contrário, o azeite mantendo-se integro e benéfico ao combate de colesterol ruim e aumento do bom. 

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O médico especialista da ABRAN, Carlos Alberto Nogueira de Almeida, conta que ao analisar o comportamento do azeite durante a fritura, é possível concluir que se trata do óleo que apresenta maior estabilidade no processo oxidativo, mantendo rica sua composição de ácido oleico e contribuindo para redução do colesterol LDL (ruim), sem afetar o HDL (bom), permitindo o equilíbrio entre os dois no organismo.

O especialista também relata que estudos realizados pelo Departamento de Agricultura da Universidade de Napoles, na Itália, concluiram que o aquecimento do azeite não leva à formação de produtos tóxicos, pois suas propriedades naturais inibem sua formação. Diz ainda que a manutenção dessas propriedades está em torno de 80%.

— É importante salientarmos que mesmo após o aquecimento em condições de uso doméstico, o azeite não sofre mudanças significativas em seu perfil de ácidos graxos, que são os nutrientes básicos de um lipídeo. Cabe ainda destacar que não ocorre formação de gordura trans ou saturada quando exposto nas temperaturas recomendadas, desmistificando assim a transformação de azeite em "gordura ruim" — diz Almeida.

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Dieta mediterrânea

Segundo a revista Sabor & Saúde, a dieta mediterrânea, considerada como uma das mais saudáveis do mundo tem o azeite como ingrediente base, utilizando-o sempre, do preparo à finalização. Para se ter ideia, portugueses consomem em média sete litros per capita ao ano, espanhóis 12 litros e os gregos chegam aos 20 litros por ano. O fato de serem produtores de azeite contribui para que o uso seja naturalmente maior, porém reconhecê-lo como o óleo mais saudável que existe é o que mais motiva seu consumo. No Brasil a baixa penetração nos lares faz com que o consumo per capita ainda seja muito pequeno em relação aos principais mercados: cerca de 300 ml per capita ao ano.

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