Maioria das baladas de Santa Catarina cobra preço diferente de ingresso para homens e mulheres  - Hora

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igualdade na noite05/08/2016 | 13h13Atualizada em 05/08/2016 | 13h58

Maioria das baladas de Santa Catarina cobra preço diferente de ingresso para homens e mulheres 

Balada de Jurerê Internacional adota ingresso unissex a partir desta sexta e acende polêmica sobre igualdade de gênero na balada

Maioria das baladas de Santa Catarina cobra preço diferente de ingresso para homens e mulheres  Rafaela Martins/Agencia RBS
Foto: Rafaela Martins / Agencia RBS

Terraza, clube em Jurerê Internacional, anunciou que vai passar a cobrar o mesmo valor de ingressos para homens e mulheres a partir desta sexta-feira. A medida acendeu a polêmica no meio: homens e mulheres devem pagar o mesmo preço de ingresso para entrar na balada? Em enquete no twitter do DC, 81% dos leitores defenderem que sim. Mas a prática é incomum no Estado, onde a maioria das baladas cobram preço diferente para homens e mulheres, sendo que eles têm de pagar mais.

Green Valley, em Camboriú, clube em segundo lugar no ranking dos melhores clubes do mundo da revista DJ Mag, costuma ter uma diferença de pelo menos R$ 20 entre as entradas femininas e masculinas, e não tem intenção de igualar os preços.

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— Sempre trabalhamos com um valor diferenciado para homens e mulheres. Essa diferença tem como principal objetivo estimular a venda de ingressos femininos, mantendo em nossos eventos uma boa proporção de gêneros, o que vem ocorrendo sempre com muito sucesso — defende Juba Jacomino, diretor artístico do Green Valley.  

Outras casas de Santa Catarina mantêm pequena flexibilidade e definem o valor de acordo com o estilo do evento. No P12, na Capital, as entradas para os shows são sempre unissex. Mas quando o espaço recebe festas, com vibe balada, os ingressos costumam ter diferença de até R$ 50 entre o feminino e o masculino. A exceção é o réveillon, cuja diferença já é de R$ 350 no 2º lote de vendas para o próximo ano-novo. 

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— Temos eventos onde o público procura os artistas e outros onde a procura é maior pela festa em si. Estamos analisando estender a prática de cobrar o mesmo valor de entrada para todos os eventos, porém ainda não temos nada definido — diz Adriane Cristina Lorusso, gerente de eventos do Grupo Novo Brasil, dono do P12

O mesmo ocorre nos eventos promovidos pelo Grupo Maria's, que além de casas próprias em Balneário Camboriú e Itajaí produz shows em outras cidades catarinenses: 

— No show do Luan Santana, por exemplo, que vamos promover no dia 24 de setembro em Jaraguá do Sul, o público feminino é muito maior que o masculino, por isso o valor do ingresso na frente do palco será unissex. É uma questão de estratégia. Já em um evento para casais, por exemplo, fazemos o ingresso diferenciado, já que a compra é feita, normalmente, por uma pessoa do casal — comenta o diretor Fabiano Steil.

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