Domingos Montagner, um ator pra chamar de seu - Hora

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Opinião16/09/2016 | 09h38Atualizada em 16/09/2016 | 09h38

Domingos Montagner, um ator pra chamar de seu

Ator morreu afogado quinta-feira nas águas do Rio São Francisco

Domingos Montagner, um ator pra chamar de seu Lauro Alves/Agencia RBS
Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

Sou do tipo que se apaixona por atores e seus personagens. E me declaro, conto para todos, sem medo e vergonha. Sonho, sigo os passos e estou sempre ligada no trabalho dos que permeiam as primeiras colocações da minha lista "homens que eu amo". E Domingos Montagner, sem sombra de dúvida, estava lá no topo. Chegou de mansinho, nem fazendo muito o meu tipo, mas com uma força de expressão em cena arrebatadora. Quem não lembra do Herculano de Cordel Encantado (2011)? Tá, talvez o cangaceiro tenha passado despercebido na vida de muitos, na minha não. Domingos convencia.

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Com traços exóticos, corpo esguio, mãos rápidas e presentes, entrava nas nossas salas dono da história. Conquistador, atraía personagens do tipo, como se fosse impossível colocá-lo em cena sem uma bela mulher precisando ser amada. Lembram de Zyah, de Salve Jorge (2012)? Inesquecível! A paixão com a personagem de Cleo Pires era tão real que rendeu comentários de que a relação teria partido para fora das telinhas. E foi assim em Joia Rara (2013) e em Sete Vidas (2014). Mas a carreira do ator tinha um começo ainda mais interessante do que as telas globais — e isso ele insistia em lembrar, sempre.

Artista circense, alimentava uma grande paixão pelo circo a ponto de sugerir colocar habilidades de trapezista e de engolidor de fogo em seu último personagem do filme Um Namorado para Minha Mulher, lançado dia 1o de setembro. Era amado nos bastidores. Ingrid Guimarães, parceira dele no filme, ainda encheu a boca para falar bem do companheiro de cena em uma participação dele, semana passada, no Mais Você.

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Amigo, companheiro, generoso, um "belo ator" como bem disse meu marido, ao tentar me consolar com a triste notícia do desaparecimento e depois da morte. Não conseguiu me ajudar. É uma perda a ser lamentada por muito tempo, principalmente para noveleiros como eu, que nem sempre encontram um "ator para chamar de seu", que, além da beleza, brilhe pelo talento.

E isso Domingos tinha de sobra.

 
 
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