"Ficamos meio sem saber o que fazer no início", lembra Chico sobre saída de Gazu - Hora

Versão mobile

Buchecha sem Claudinho, Daza sem Gazu22/09/2016 | 06h40Atualizada em 22/09/2016 | 06h46

"Ficamos meio sem saber o que fazer no início", lembra Chico sobre saída de Gazu

Dazaranha abre o coração e fala sobre a nova fase da banda

"Ficamos meio sem saber o que fazer no início", lembra Chico sobre saída de Gazu Carlos Rocha/Divulgação
Dazaranha abre o coração e fala sobre a nova fase da banda sem o ex-vocalista (de touca, ao centro) Foto: Carlos Rocha / Divulgação

"Como foi para vocês voltarem a gravar sem o Gazu, fazer tudo de novo, só que diferente?" O assunto foi propositalmente introduzido lá para o meio da entrevista, quando o papo já estava aquecido. Afinal, a conversa era sobre o primeiro disco da banda sem o frontman que carregava tanto da personalidade do grupo. Será que o Daza abriria o coração?

— A gente consegue sentir com mais intensidade a falta do Gazu. O timbre dele, o que ele fazia no palco, seu envolvimento, a capacidade dele de deixar nossa música como a gente queria. Há efeitos colaterais da ausência de um líder da banda. Gera uma insegurança natural que vira desafio — diz Moriel.

Dazaranha lança novo disco e abre comemorações dos 25 anos da banda com dois shows na Capital
Da ginga da capoeira ao uso incomum do violino, o Dazaranha é um caso de empatia com SC
10 momentos do Dazaranha com Gazu que valem a pena relembrar

Passado o susto do anúncio da saída do ex-vocalista, o grupo viu uma oportunidade de estreitar laços, abrir os pontos e resolver o que não estava bem.

— A gente ficou meio sem saber o que fazer nas primeiras semanas. Até amadurecer a história de que o Dazaranha tem uma coisa com o público, que as pessoas têm um carinho especial, uma torcida bacana. Saiu um vocalista que carrega parte forte da identidade da banda, a voz referência. Conseguimos perceber vários pontos entre a gente e aproveitamos para afinar as rezas das relações — conta Chico.

Marcos Espíndola: o Dazaranha resgatou do limbo a autoestima da música local, e o Gazu vocalizou isso  
Dazaranha mantém identidade intacta em Afinar as Rezas

— Lutei muito para que isso não acontecesse, não só por ele ser meu irmão, mas porque acima de tudo é minha profissão. Talvez tenha sido muito bom para todos nós. Mas não é porque você termina uma relação com uma pessoa que as coisas vão se resolver, pelo contrário, aí é que você vai começar a resolver os problemas. Rolou muita batalha aqui dentro, cada um enfrentou um dia de "cadeira quente". Senta aí, agora tu vais ouvir. Esses puxões de orelha são necessários. Acho que a reza nunca acaba de afinar — finaliza Gerry.

A conversa voltou ao novo álbum, mas na hora da despedida, Moriel agradeceu, baixinho, à repórter:

— Hoje a gente falou coisas que nunca tinha falado antes.

 
 
Hora de Santa Catarina
Busca
clicRBS
Nova busca - outros