Vencedora de concurso cultural da Hora realiza o sonho de ver o Rei de pertinho - Hora

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São tantas emoções18/09/2016 | 16h13Atualizada em 18/09/2016 | 16h13

Vencedora de concurso cultural da Hora realiza o sonho de ver o Rei de pertinho

Mirian Macedo e a mãe, Philomena, foram ao show de Roberto Carlos na última sexta, em Florianópolis

Vencedora de concurso cultural da Hora realiza o sonho de ver o Rei de pertinho Charles Guerra/Agencia RBS
Dona Philomena e Mirian chegaram cedo para o show Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

A leitora Mirian Macedo, 62 anos, acredita que a esperança é a última que morre. Acreditava também que um dia poderia realizar um sonho: assistir a um show do Roberto Carlos. Incentivada pelo marido, José Carlos de Araújo, que compra e lê a Hora todos os dias, resolveu arriscar a sorte e participar do Concurso Cultural promovido pelo jornal para levar um leitor ao show do Rei. E para sua surpresa, sua história foi a contemplada.

— Eu estava dormindo ainda quando meu filho me ligou para avisar que eu tinha ganho e que minha foto estava no jornal. Eu até achei que ele estava brincando, mas ele me mandou a foto da página, só assim eu acreditei — conta.

No e-mail, em poucas palavras, ela contou que ir num show de Roberto Carlos era um desejo antigo, e que não era só seu: sua mãe Philomena, de 89 anos, também há muitos anos alimentava a vontade de assistir os especiais do RC, da Rede Globo, ao vivo.

— No final do ano sempre assistimos o Especial do Roberto Carlos e ela sempre me pedia pra levar. E eu só ficava pensando se um dia seria possível — revela a filha.

E foi na última sexta-feira, 16, quando depois de três anos o cantor de diversas gerações voltou a Florianópolis, que Mirian e sua mãe estavam lá.

O show

Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

Elas chegaram cedo: antes mesmo das 20h já aguardavam no CentroSul. Previsto para começar as 22h, o show só iniciou depois de pouco mais de 30 minutos de atraso, mas isso não foi problema para Mirian e sua mãe, nem para o público que lotava o local, que foi surpreendido logo de primeira com a música "Emoções".

Como todo fã de Roberto Carlos, Mirian teve dificuldade de escolher uma canção favorita.

— Todas as músicas dele são minhas preferidas. Engraçado que parece que ele faz a música pra gente, para o momento que estamos passando — reflete Mirian.

Já para dona Philomena, a rainha da família Macedo, a música que toca seu coração é "Eu te amo", pois lembra do esposo – falecido há mais de 20 anos — com quem ela construiu uma família de seis filhos, cinco gerados por ela e um do coração.

— Sempre que toca essa música ela fica emocionada — contou Mirian.

Do show que durou cerca de duas horas — e que curtiram do começo até o final — Mirian guarda a emoção e vários vídeos que no dia seguinte foram enviados para familiares e amigos, que estavam tão felizes quanto elas pela realização de um sonho de pelo menos 40 anos.

— Foi um dia de princesa, minha nora que está grávida do meu primeiro netinho me ajudou na produção, e me senti como uma famosa — contou a leitora rindo e comemorando a chegada do neto na próxima semana.

Para dona Philomena a emoção não foi diferente. Curtindo seu segundo show na vida – o primeiro foi de Fábio Jr, há alguns anos - ela se empolgou e cantou junto.

— Ela curtiu muito, cantou, e até gritou "Roberto Carlos, o melhor cantor do Brasil" — contou a filha, emocionada.

Atmosfera real

O CARA é realmente ele: Roberto Carlos. Não é à toa que leva o título de Rei. A atmosfera do espetáculo do qual ele é o protagonista supera o que se espera de um show. Não é só a qualidade impecável da música, não são só os grandes sucessos, nem somente o carisma de uma artista que sabe conduzir o seus espectadores, mas sim, tudo isso junto que transforma a apresentação do Rei Roberto Carlos num momento mágico e inesquecível, que finaliza sempre com o mesmo roteiro, pessoas emocionadíssimas na frente do palco aguardando por um olhar e quem sabe uma rosa — branca ou vermelha, pouco importa. O mais importante é que tenha o carinho de alguém que não conquistou seu público com outro sentimento senão o amor.

 Mães e filhas

 Stefani Ceolla, editora-assistente da Hora

Como a Mirian e a dona Philomena, minha mãe, Stela, também sempre sonhou em ver o Rei. Cresci ouvindo ela cantar as canções — de manhã, cedo, quando meu mau humor me impedia de curtir — e mesmo sem nunca ter comprado um CD dele, sei várias, de cor. Só descobri isso, e o quanto ele tinha participação na minha vida, no show de sábado, em Balneário Camboriú, no qual levei minha mãe e sua melhor amiga, Vera, que também me tem como filha. Só isso já garantiria uma noite inesquecível. Mas foi muito mais do que podíamos imaginar. Minha mãe, como Mirian, também teve um "dia de princesa". Antes do show foi ao salão, às compras. Queria estar linda pra um cara que ela nem sabia se a veria. Foi por osmose: a emoção dela tomou conta de mim. Antes mesmo de Roberto entrar no palco já chorávamos quando a orquestra tocou "Como é grande o meu amor por você". A música era a preferida de uma tia minha, irmã da minha mãe, que já não está mais aqui conosco _ mas naquele momento, era como se tivesse. Mas rimos muito também. "Detalhes" é uma de nossas músicas favoritas, junto com "Outra vez". A mãe chorou profundamente ao ouvir "Lady Laura", por lembrar da minha avó. Mas veio "Calhambeque", e depois eu me perguntei "será que tudo que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda?", como na música escrita bem antes de eu nascer. Em cada canção, a mãe me contava uma história. Citou pelo menos três ex-namorados, aquela malandra. Mas nenhum deles foi "o cara". O cara mesmo foi o Roberto, que naquela noite nos ensinou o seguinte (não me julguem mal, foi ele que falou): "A segunda melhor coisa da vida é sexo. A primeira é sexo com amor. A terceira é sorvete". Ele não teria essa oportunidade, mas com certeza, uma noite entre mãe e filha, vendo o Rei, está entre as cinco melhores. 

 
 
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