Inspirada em Bruna Surfistinha, série "#MeChamaDeBruna" estreia neste sábado no canal Fox1 - Hora

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Depois do filme07/10/2016 | 14h03Atualizada em 08/10/2016 | 18h20

Inspirada em Bruna Surfistinha, série "#MeChamaDeBruna" estreia neste sábado no canal Fox1

Em entrevista a ZH, a atriz Maria Bopp fala sobre os desafios de encarar o papel da garota de programa mais famosa do Brasil

Inspirada em Bruna Surfistinha, série "#MeChamaDeBruna" estreia neste sábado no canal Fox1 Fox/divulgação
Maria Bopp vive o primeiro ano de Raquel como garota de programa Foto: Fox / divulgação
Zero Hora
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Abordada em livro e filme, a história da prostituta Bruna Surfistinha agora vira série. #MeChamaDeBruna terá oito episódios de uma hora cada e será exibida aos sábados pelo Fox1, canal do Fox+ Premium, a partir de amanhã, às 22h.

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A série promete um tom mais dramático e com menos glamour para a história de Raquel Pacheco, adolescente de classe média que fugiu de casa e se tornou Bruna Surfistinha.

Em #MeChamaDeBruna, a atriz Maria Bopp vive o primeiro ano de Raquel, ainda menor de idade, como garota de programa. A produção da Fox, em parceria com a TV Zero (mesma produtora do filme Bruna Surfistinha), tem direção geral de Marcia Faria.

Em entrevista por telefone desde São Paulo, Maria falou sobre os desafios do papel e sobre como foi contar uma história que já está no imaginário dos telespectadores.

Quais foram os maiores desafios para viver Bruna Surfistinha agora em uma série de TV?
É um mega desafio, porque é uma pessoa real, é uma história que já foi contada em outras mídias, então já existe um imaginário dessa personagem na cabeça das pessoas. E, com esse imaginário, vem toda uma expectativa em torno dessa série nova e até mesmo em cima de mim. Quando soube que passei no teste, meu medo maior é pelo fato de eu ser uma atriz iniciante e ter de encarar um papel de protagonista, menos pelo fato de ela ser uma garota de programa.

O que a série vai mostrar de diferente do que foi visto no cinema?
A série é mais densa, mais dramática do que o filme. Pelo fato de ser uma mulher na direção, a série tem um olhar diferente para a questão da prostituição. A produção está preocupada com a questão da mulher na sociedade, a questão da garota de programa, da prostituta. É uma série para a gente olhar e pensar se foi tão recompensador assim para a Bruna entrar nessa vida. A série leva a questão da prostituição para outro lugar, não romantiza, não investe no glamour. O olhar da Marcia (Faria, diretora geral da série) veio com um ar mais maduro, acho que audiovisual brasileiro tem que ter mais diretoras mulheres.

Como foi sua preparação?
Conversei com a Raquel, conheci ela antes de começar a preparação de elenco e tive dois encontros depois que consegui o papel. Ela me passou algumas coisas sobre sua história. Mas para a preparação em si, não consultei tanto a Raquel. Achei importante fazer uma Bruna minha.

E as cenas eróticas? Foram difíceis de fazer?
As cenas de sexo e nudez não estão à toa na história, elas têm uma função dramática. Você nunca vai ver na série uma cena de sexo gratuita. O sexo tem um porquê de estar ali. Também tem cenas de sexo densas. Sei que é um clichê falar isso, mas elas têm uma função dramática. Tem um trabalho de câmera interessante, não tem uma exploração do corpo à toa. Fiquei super à vontade para gravá-las.

Por que as pessoas devem assistir #MeChamaDeBruna, já que é uma história que todo mundo conhece?
É uma história boa e envolvente, e a série é muito corajosa. Tem uma equipe encabeçada por muitas mulheres e um elenco incrível. Acho que a produção vale muito a pena porque tem muito a dizer ao público.

Confira o trailer da série


 
 
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