Na XV de Novembro, público e foliões dão o tom que marca o início da Oktoberfest - Hora

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Mein Gott!06/10/2016 | 01h14

Na XV de Novembro, público e foliões dão o tom que marca o início da Oktoberfest

Mais de 150 grupos, milhares de pessoas e muito chope marcaram a largada da festa

Na XV de Novembro, público e foliões dão o tom que marca o início da Oktoberfest Patrick Rodrigues/Agencia RBS
É oficial! Começou a 33ª Oktoberfest. Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS

Passava do meio-dia e um senhor tipicamente trajado atravessava a XV de Novembro carregando um bandoneon. Três e meia da tarde, em frente ao Mausoléu do Dr. Blumenau, moças com saias rendadas dançavam sem parar ao som das músicas de bandinhas.

Seis horas e, ao invés do trânsito desanimador de todos os dias, a rua estava tomada por amigos, famílias, turistas, cadeiras de praia, caixas térmicas lotadas de gelo e cerveja, vendedores de churros, tiaras de flores, balões, pipoca e cacarecos daqueles que as crianças adoram pedir desesperadamente aos pais. Sinal de que estamos em tempo de Oktoberfest.

De olho no céu que ameaçava chuva, estranhando ou ignorando o atípico vento gelado, quem foi à XV ontem matou a saudade da festa, riu, bebeu, aplaudiu, cantou e dançou. Eram os jovens sempre empolgados, os idosos bem agasalhados trocando comentários com o forte sotaque germânico-blumenauense. Eram os turistas, que logo vão comprando trajes para se integrar aos locais e aos personagens já conhecidos da festa, que vivem a Oktober com dedicação e carinho.

Do lado de fora das grades, o público acompanhava com atenção a cada um dos 150 grupos. Os gritos de “uhul” aumentavam à medida em que os copos de chope eram distribuídos pelos carros. Além da cerveja, balas, cachorro-quente, caldo de cana e uma infinidade de brindes mimavam quem se aglomerava na calçada.

O Vitor Ribeiro de Andrade era um dos espectadores. Há cinco anos ele criou um grupo de paulistanos que moram em Blumenau e ir aos desfiles virou parte do calendário de atividades deles:

— A gente faz uma espécie de camarote. Trago as bandeiras de São Paulo, de Blumenau e do nosso grupo, enfeitamos a área e fazemos a festa aqui mesmo.

O desfile de ontem era uma espécie de aquecimento para ele, que começa agora a receber amigos e parentes que visitam a cidade todos os anos durante a festa.

Para o casal Isa e Ralf Manske, de 73 e 76 anos, o amor pelos netos que tocam na banda do colégio Duque de Caxias foi o que os trouxe à rua. Oma e Opa não disfarçavam o orgulho.

— É tudo lindo, mas eles são mais — dizia ela.

Sábado, às 16h, tem mais lindezas. Faça o favor de não perder esses momentos.

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