É o Tchan foi recebido com aplausos no Folianópolis e fez micareteiros relembrarem os anos 1990 - Hora

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Sabe de nada, inocente14/11/2016 | 07h46Atualizada em 14/11/2016 | 17h19

É o Tchan foi recebido com aplausos no Folianópolis e fez micareteiros relembrarem os anos 1990

Grupo baiano mostrou ainda que deixou no passado as letras de duplo sentido e agora fala até de diversidade

É o Tchan foi recebido com aplausos no Folianópolis e fez micareteiros relembrarem os anos 1990 Marco Favero / Agência RBS/Agência RBS
Grupo baiano mostrou ainda que deixou no passado as letras de duplo sentido e agora fala até de diversidade Foto: Marco Favero / Agência RBS / Agência RBS

A segunda noite de Folianópolis teve Durval Lelys vestido de rei e cantando hits do Asa de Águia e show da Banda Eva com direito ao vocalista Felipe Pezzoni "surfando" sobre a plateia em cima de um bote inflável, mas nenhum deles fez tanto sucesso nem foi tão aguardado quanto o É o Tchan, que fez sua estreia na micareta na madrugada desta segunda-feira (14). 

Quando chegaram ao trio elétrico, Compadre Washington e Beto Jamaica foram recebidos com aplausos por fãs de várias gerações que os aguardavam. Foi quase difícil de acreditar que Bruna S., de apenas 20 anos, lembrava da época do auge do É o Tchan, mas ela garantiu que tinha o bambolê do grupo, a boneca e o sapato da Carla Perez. Já Kassia Fernandes, com 33 anos, estava ali para matar as saudades da adolescência. Uma diferença: a primeira fã sabia todas os últimos lançamentos da banda, enquanto a segunda queria mesmo é saber dos clássicos dos anos 1990.

Por falar em novos e clássicos, perguntamos para Compadre Washington e Beto Jamaica sobre a atual fase da banda, que aparenta ter deixado para trás as músicas assanhadas de duplo sentido para tratar de assuntos mais sérios como homofobia e preconceito, tudo no ritmo do axé.

— Estamos acompanhando a evolução. Temos que falar de temas atuais. Estamos nessa era de levar a informação através da nossa música — conta Compadre Washington.

Um dos novos hits, Bota a Cara no Sol, fala sobre aceitar o corpo e curtir a vida sem neuras, por exemplo.

— Tem também É o Tchan é love, É o Tchan é livre, que fala da diversidade. A gente tá buscando muito isso. Lutamos por essa causa também, porque a gente sabe que tem aí muitas mortes, muitas coisas absurdas acontecendo. A gente tem que lutar por isso também porque nós somos seres humanos — completa Beto Jamaica.

É claro que o repertório contou com os sucessos das antigas que o público adora relembrar, com direito a "ela faz a cobra subir", "e na garrafinha deu uma raladinha" e afins. Mas não deixa de ser interessante essa nova proposta do grupo baiano, ainda que os micareteiros, mais pra lá do que pra cá às 4h da manhã, nem tenham percebido a diferença. 

"Quero ver você passar por debaixo da cordinha" Foto: Marco Favero / Agência RBS

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