Simone e Simaria procuram corpo do pai que morreu há mais de 20 anos - Hora

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Revelação03/11/2016 | 13h52Atualizada em 03/11/2016 | 14h00

Simone e Simaria procuram corpo do pai que morreu há mais de 20 anos

Pai da dupla morreu aos 44 anos, quando elas ainda eram crianças, e foi enterrado como indigente

Simone e Simaria procuram corpo do pai que morreu há mais de 20 anos Reprodução/Instagram
Simone e Simaria  Foto: Reprodução / Instagram
Estadão Conteúdo
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Em entrevista à rádio carioca O Dia, Simone e Simaria fizeram uma revelação sobre sua família. O pai delas morreu aos 44 anos, quando elas ainda eram crianças, e foi enterrado como indigente. Agora, elas procuram o corpo do pai para fazer um enterro digno.

— A gente não tinha dinheiro, não tinha nada. A gente morava numa casa de tábua, no meio do garimpo, que é onde você vai pra pegar diamante, pra ver se acerta na vida, e o garimpo era o Garimpo do Arroz. Um lugar muito perigoso. Todos os dias a gente via pessoas mortas na porta de nossa casa, assassinadas mesmo. Minha mãe sofreu muito com meu pai. A gente não tinha nada na vida, estávamos ali tentando achar uma pedra. Aquele sonho de nordestino, que acha que vai achar uma pedra e vai mudar de vida, salvar a família. Meu pai estava sempre buscando uma vida melhor para nós duas — contou Simaria.

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A cantora ainda detalhou como foi o dia em que o pai morreu: 

— Ele foi tomar banho. Minha mãe chamou. Quando minha mãe chamava, ele respondia logo. E a gente era louca nele. Ele era incrível. Ele não respondeu. A casa era de madeira, quando olhei pelas frestas, vi ele deitado no chão, lembro até hoje, com a água caindo nos pés.

Para fazer o enterro, sua mãe pediu ajuda aos amigos, já que não tinha dinheiro, contou Simone. 

— Os amigos que ajudaram a fazer o enterro. E foi assim. Hoje a gente briga na justiça pra conseguir achar o corpo pra fazer tudo direitinho, agora que a gente pode.

Simaria revelou que elas já tentaram alguns caixões, mas não obtiveram sucesso.

— Já abriu duas vezes, mas não achou. Achou uma mulher, outra pessoa, mas ele não. Eu tinha 11 anos quando ele morreu. E eu nessa correria louca ainda não consegui parar pra resolver, porque depende da justiça pra determinar um dia, para exumar o corpo — completou Simaria.

 
 
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