Show do Playing for Change em Florianópolis teve volta ao mundo musical e homenagem à Chape - Hora

MÚSICA12/12/2016 | 06h02Atualizada em 12/12/2016 | 12h42

Show do Playing for Change em Florianópolis teve volta ao mundo musical e homenagem à Chape

Banda do projeto que une músicos de todo o mundo se apresentou no P12 na noite de domingo 

Show do Playing for Change em Florianópolis teve volta ao mundo musical e homenagem à Chape Yasmine Holanda Fiorini / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Yasmine Holanda Fiorini / Agência RBS / Agência RBS

A promessa de um setlist que provocasse uma viagem ao redor do mundo foi cumprida: o show da Playing for Change Band na Capital no domingo apresentou um repertório cheio de soul, blues, reggae, salsa e rumba. A banda é formada por 11 músicos, cada um de um país — tem integrantes de nacionalidades tão distintas quanto francesa e surinamesa, por exemplo.

— A banda é selecionada para representar a diversidade no mundo e lembrar ao público que, não importa quantas coisas na vida nos dividam, elas nunca são tão fortes quanto o poder da música para nos unir — contou o co-fundador Mark Johnson ao DC por e-mail na semana anterior ao show.

No palco do P12, em Jurerê Internacional, toda essa mistura resulta em animação. O público foi ao delírio com a salsa Matinda, animou-se em Pata Pata (aquela que ganhou a infame versão em português Pulga na Cueca) e, claro, cantou junto Stand by Me, canção que tornou o projeto famoso por causa do vídeo gravado com músicos do mundo inteiro e que viralizou em 2008. Hoje, a música tem mais de 96 milhões de visualizações no Youtube.

— A gente se sente em casa. Se algum dia tivermos algum problema em outro lugar do mundo, a gente vai se mudar para o Brasil. Uma coisa sobre a música é que ela é a linguagem universal. É uma coisa que não liga para raça, visão política ou religiosa, se você é rico ou pobre, de onde você vem — diz o guitarrista Mermans Mosengo, do Congo, no camarim.

— Viemos de diferentes países e percebemos como a música é poderosa para nos unir. Todos nós falamos línguas diferentes, mas dividimos um só amor — completa o percussionista Mohammed Alidu, de Gana.

Foto: Yasmine Holanda Fiorini / Agência RBS

Ainda na vibe do amor sem fronteiras, teve espaço para uma homenagem à Chapecoense. O saxofonista Mathieu Aupitre, o baixista Juan Carlos Portillo e o baterista Pablo Correa, respectivamente da França, Venezuela e Colômbia, usavam uma camiseta escrito "Força, Chape". A banda chegou a jogar algumas unidades para a plateia, que entoou: "Vamos, vamos Chape".

O Playing For Change foi criado em 2002 pelos californianos Mark Johnson e Whitney Kroenke, que percorreram os Estados Unidos com câmeras e um estúdio de gravação móvel em busca de sons inspiradores. Johnson teve a ideia de levar o estúdio para os habitats dos músicos após assistir a uma apresentação de dois monges em uma estação de metrô em Nova Iorque. 

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