Joinvilense tem acervo de mais de cem camisas de times pouco conhecidos - Hora

Quanto mais rara, melhor23/01/2017 | 07h01

Joinvilense tem acervo de mais de cem camisas de times pouco conhecidos

Fábio Raposo busca camisas tão especiais que, muitas vezes, nem as lojas têm

Joinvilense tem acervo de mais de cem camisas de times pouco conhecidos Maykon Lammerhirt/Agencia RBS
Fábio é vidrado por camisas de times pouco conhecidos Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS
Jean Balbinotti

Se um dia alguém falar que coleciona camisas de times de futebol pouco conhecidos e que, alguns deles, sequer disputam uma das quatro divisões do Brasileiro, certamente você achará estranho, não é? Pois saiba que esse colecionado existe, mora em Joinville e se diz apaixonado por tudo o que envolve futebol.

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Trata-se do publicitário Fábio Raposo, de 41 anos, que possui em casa uma coleção de mais de cem camisas de equipes sem muita tradição. As exceções são as do JEC e do Fluminense, clubes que moram no coração dele.

Mas como começou essa paixão e por que Fábio busca camisas tão especiais que, muitas vezes, nem as lojas têm? Ao saber da história do publicitário, a “AN” foi atrás e descobriu que a sua coleção de camisas é bem variada. Ele mantém no acervo camisas como a do Luziânia, do DF, e já teve a do Surubim, de Pernambuco.

Para entender melhor, e preciso voltar no tempo. Há cerca de seis anos, Fábio ganhou do irmão Thiago uma camisa do São Caetano, patrocinado pela Consul, de Joinville e que, à época, fazia algum sucesso. Fábio aceitou, mas sem fazer quaisquer planos de virar colecionador. Pouco depois, ganhou da mãe uma da Caldense, de Minas Gerais.

Então, ele tomou gosto pela coisa e passou a interagir com colecionadores.

— Temos grupos (nas redes sociais) onde compramos e trocamos camisas por preços  bem mais baixos — diz o publicitário.

Algumas despertam sentimentos especiais. Recentemente, Fábio resolveu comprar pela internet a camisa do Cianorte (PR), time que se sagrou campeão da 2a Divisão paranaense. Ao finalizar o pedido, o vendedor perguntou:

Como o senhor prefere receber a encomenda? E que nunca vendemos para pessoas que moram fora do nosso Estado.

Outra camisa que causou estranheza foi a do Surubim. Após recebê-la em uma troca, Fábio a achou feia. Até pensou que fosse camisa pirata e a ofereceu a outros colecionadores, desde que houvesse troca pela camisa do Juventus (SP), que ainda não tinha. Para a surpresa dele, houve dezenas de pedidos na sua timeline. Fiel às regras do grupo, negociou com o primeiro a fazer contato e soube que ele colecionava camisas de times pequenos da região Nordeste apenas.

Futebol de botão é outra paixão

Além de colecionar camisas, Fábio é vidrado pelo futebol de mesa ou futebol de botão. Em uma peça da sua casa, no bairro Floresta, ele guarda com carinho livros, revistas, jornais e, claro, times de botão e uma mesa personalizada. Fábio gosta tanto do esporte que se diverte montando os próprios times e oferecendo os escudos elaborados por ele mesmo em um blog, o escuderias.blogspot.com, onde também faz comentários e divulga o seu trabalho de designer.

– Como sou formado em design, pensei em mostrar no blog o que eu fazia. Ali eu pude ver como o futebol de mesa é gigante.

Fábio só lamenta que os jovens não dão mais muito valor a essas brincadeiras, preferindo os jogos eletrônicos.

– Faço os times de botão pensando no meu filho, pois sei que um dia ele ainda vai se interessar pelo futebol de mesa e, quem sabe, se divertir comigo – brinca Fábio.

O publicitário tem ainda outras virtudes. Curte muito rock’n’roll e já comandou um programa de rádio em Joinville. O sonho dele é fazer um campeonato de futebol de mesa apenas com roqueiros da cidade. Se isso vai acontecer, é outra história.

– Esse é o meu universo e vejo esse trabalho como uma enorme terapia.

Com o blog ativo desde 2009, Fábio já fez ou criou mais de mil times de futebol de botão e afirma que espera fazer muitos mais.

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