Joaçaba: Aliança busca o penta em desfile luxuoso sobre jóias preciosas - Hora

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Folia no meio-oeste27/02/2017 | 01h44Atualizada em 27/02/2017 | 01h46

Joaçaba: Aliança busca o penta em desfile luxuoso sobre jóias preciosas

Escola de samba conhecida por levar para a avenida fantasias luxuosas, desfilou no domingo de carnaval logo após  participação da Vale Samba

Joaçaba: Aliança busca o penta em desfile luxuoso sobre jóias preciosas Betina Humeres / Agência RBS/Agência RBS
Casal de mestre-sala e porta-bandeira beija a bandeira da escola Foto: Betina Humeres / Agência RBS / Agência RBS

As pedras preciosas, que tanto encantaram a humanidade pelo misticismo e motivaram conquistadores, foi o tema do enredo da Aliança, escola de samba que em 2017 busca o pentacampeonato no carnaval de Joaçaba e Herval d¿Oeste. A agremiação costuma levar para a avenida fantasias luxuosas, e este ano, ainda que com menos recursos, manteve o brio e mostrou porque é a favorita. A escola desfilou no domingo de carnaval e encerrou os desfiles na cidade, logo após a apresentação e homenagem da Vale Samba — mais antiga agremiação da região e que este ano não entrou na avenida. Acadêmicos do Grande Vale e Unidos do Herval desfilaram no sábado.

Comissão de frente teve alegoria inspirada em garimpo Foto: Betina Humeres / Agência RBS

Assinada pelo carnavalesco Carlos Fett, o enredo baseou-se na busca por aventura e tesouros. Com 16 alas e quatro carros alegóricos, impecavelmente construídos e com esculturas tridimensionais, a escola lembrou em fantasias bem produzidas que as pedras, desde os primórdios, foram onde a humanidade escreveu a própria historia. Veneradas pelo valor simbólico, serviram de adorno, de conexão com o divino e, como preciosidade, motivaram a ganância dos conquistadores. 

Destaque do terceiro carro alegórico Foto: Betina Humeres / Agência RBS

Já na comissão de frente, mostrou a sede da ambição em coreografia assinada por Rafael Hoffelder. Antecedido pelo primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, representando Ametista e Dionísio, o carro abre-alas mergulhou na mitologia grega e as pedras preciosas do Olimpo. As seis primeiras alas mostraram as pedras usadas como adorno nos povos primitivos, o diamante africano, a suntuosidade dos faraós. 

Fantasias coloridas e integrantes animados Foto: Betina Humeres / Agência RBS

E por falar em suntuosidade, o segundo carro alegórico causou impacto: uma reconstrução do reino do Rei Salomão, com escada dourada na frente, esculturas de leões dourados nas laterais e, atrás, esculturas gigantes. 

O desfile ainda lembrou as distâncias que o homem percorreu atrás de tesouros, as viagens para a América e a história da descoberta das esmeraldas — as a ala das baianas representou a deusa adorada pelos incas, em vestidos com quatro cores. 

Alas tinham integrantes de todas as idades Foto: Betina Humeres / Agência RBS

Destaque também para o terceiro carro alegórico, com a bela escultura de um índio na frente, onças, jacarés e cobras gigantes e, no meio, a figura do bandeirante, uma representação dos caçadores de esmeraldas.

A escola precisou correr no final para cumprir o tempo de 70 minutos. Encerrou com o último carro, O sonho verde, e com a ala da bateria, do mestre Alexandre, despedindo-se do público.

A bateria da Aliança desfilou fantasiada de tesouro viking Foto: Betina Humeres / Agência RBS

Fundada em 1994, a Aliança é a escola com maior número de títulos da Liesjho, 12 no total. E veio forte para brigar por mais uma vitória. 

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