Joaçaba: primeira noite de desfiles teve mensagem ecológica e homenagem à magia do carnaval - Hora

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Folia no meio-oeste26/02/2017 | 05h01Atualizada em 26/02/2017 | 18h53

Joaçaba: primeira noite de desfiles teve mensagem ecológica e homenagem à magia do carnaval

Acadêmicos do Grande Vale e Unidos do Herval desfilaram na noite de sábado na passarela do samba (Praça XV de Novembro), no Centro 

Joaçaba: primeira noite de desfiles teve mensagem ecológica e homenagem à magia do carnaval Betina Humeres / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Betina Humeres / Agência RBS / Agência RBS

Famosa por promover um dos principais carnavais de Santa Catarina, Joaçaba teve na primeira noite de desfiles das escolas de samba um duelo equilibrado entre a segunda agremiação mais antiga da região, a Unidos do Herval (1981), e a Acadêmicos do Grande Vale, fundada há apenas cinco anos. A caçula abriu a noite, exatamente às 22h35. Levou para a Avenida XV de Novembro, transformada em passarela, o enredo O Planeta água em nossas mãos. 

Carro abre-alas da Acadêmicos do Grande Vale Foto: Betina Humeres / Agência RBS

O desfile da Acadêmicos teve um tom ecológico. Voltou no tempo para mostrar a origem do planeta, a importância da água para as civilizações antigas, os exemplos de sustentabilidade dos povos indígenas e a necessidade de preservação do meio ambiente. Foram 25 alas e quatro carros alegóricos. 

Casal de mestre-sala e porta-bandeira da Acadêmicos do Grande Vale Foto: Betina Humeres / Agência RBS

A Unidos do Herval chegou colorida e ousou ao levar para a avenida cinco carros alegóricos. A agremiação de Herval d'Oeste homenageou a magia do carnaval em enredo coeso e um samba delicioso de cantar. Em 13 alas, mostrou ícones da brincadeira do momo desde tempos remotos, como os bailes de máscaras em Veneza, as fantasias de arlequim e colombina, a história dos bailes no Egito Antigo e as orgias dionísicas.

Confira galeria de fotos dos desfiles:

Ainda que bem preparados, os desfiles mostraram que a crise que acometeu todos os setores da economia também foram sentidos pelas escolas de samba do meio-oeste, região reconhecida por promover desfiles suntuosos. Com menos dinheiro e sem a verba do Governo do Estado (que seria destinado à infraestrutura), a Liga Independente das Escolas de Samba de Joaçaba e Herval (Liesjho) apostou na criatividade e no esforço comunitário para produzir as fantasias e alegorias.

Rainha da bateria da Unidos do Herval esbanjou simpatia Foto: Betina Humeres / Agência RBS

As baterias de ambas as escolas, embora comandadas por bons mestres, também não mostraram todo o potencial de ritmo e malemolência, assim como o samba no pé, que poderia ter aparecido muito mais entre os destaques de chão. À parte isso, o carnaval da Liesjho merece aplauso pela organização, consistência e criatividade. 

Domingo será a vez da Aliança, que vai brigar pelo pentacampeonato. A Vale Samba, escola mais antiga de Joaçaba, fará apenas uma participação especial.

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