Saudades do Planeta Floripa e nove coisas, nem só shows, que bombaram na primeira noite do RS - Hora

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DC no Planeta Atlântida RS04/02/2017 | 12h36Atualizada em 04/02/2017 | 13h56

Saudades do Planeta Floripa e nove coisas, nem só shows, que bombaram na primeira noite do RS

Pelo menos 2 mil saudosos planetários catarinenses foram curtir os shows do festival no Rio Grande do Sul

Saudades do Planeta Floripa e nove coisas, nem só shows, que bombaram na primeira noite do RS Bruno Alencastro/Agencia RBS
Primeira noite contou com bailão do Wesley Safadão Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

Os gaúchos dizem que o Planeta Atlântida é um ritual de iniciação. São 22 anos de festival e gerações distintas já passaram ali. Acompanhando o evento, que rola nesta sexta e sábado, com jornalistas de outros estados (Pernambuco, Bahia, São Paulo), encontramos um menino de 16 anos chorando. Minutos antes sua garota havia topado com o ex e o guri tascou-lhe um selinho. 

— Rapaz, selinho em outra. Borá! — ele era aconselhado.

Shortinhos jeans, tênis, caras limpíssimas - e lisas - e lindas, sorrisos pra lua, correrias de mãos dadas, beijos e beijos, mãos pra cima cantando (sem contas a pagar na mente) com os amigos, embaraços amorosos, pés na grama, bunda na brita (nao dá pra guentar de pé as 10 horas de maratona), cabelos
molhados de suor, gritos pro ídolo pop no palco. Zero confusão. Ah, a juventude! Os adolescentes são os donos do Planeta. E que good vibes! :) 

Assim, vendo Wesley Safadão, Jason Mraz (que se apresenta domingo em Floripa), Emicida, Karol Conka e até os repetitivos Armandinho e Rappa, deu saudade da edição do evento em Florianópolis, que ocorreu pela última vez em 2014. Por mais que pipoquem shows isolados de peso no litoral catarinense no verão, SC ficou sem a energia de um grande festival de música pop, que proporcione essa propulsão de artistas na crista da onda, diversidade de estilos, alguns mesmices pra gente criticar e, claro, duas noites em que a áurea livre, esperançosa e alegre da juventude comande a festa. Por aqui, há pelo menos 2 mil saudosos planetários catarinenses que vieram ao festival, segundo informações da organização do evento sobre venda de ingressos pra SC.

O que bombou na primeira noite do Planeta Atlântida no Rio Grande do Sul:

O banho da lua, melhor meia lua, à noite toda em cima do palco. De lavar a alma. 

Os nuts e petisco de polenta com molho de tomate do camarote da Schin. Energia pra maratona

Make artístico das meninas. Lindo!

Foto: Cristina Vieira / Agência RBS

Wi-fi aberto da Renner. Funcionou até no Palco Atlântida.

Karol Conka cantando Back to Back, de Amy Winehouse. Lacrou.

O instastories do John Drops, o baiano de 748 mil seguidores - tem até Channel na lista - está acompanhando o festival

MIGAAAAA!! ¿ #SchinNoPlaneta

Uma foto publicada por John Drops, Kimberly (@johndrops) em


O Fellas All Star mandando muito com os hits do Charlie Brown Júnior no Palco Complex, no camarote. Fez a galera sair do chão. 

O recado de Emicida. Racismo, amor, gratidão, inquietude, denúncia social na lata. Quem viu não desconectou um segundo do palco (só um porém: alô, produção, não dá pra tocar Ana Júlia antes do Emicida entrar. Na boa!)

Foto: Lucas Uebel / Agência Preview/ Divulgação

O bailão geral protagonizado por Wesley Safadão 

Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

Que venha a segunda noite.

*Cris Vieira é editora de cultura e entretenimento do DC e viajou a convite da Brasil Kirin pra acompanhar o festival.

Veja fotos do primeiro dia do Planeta Atlântida 2017

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