Unidos da Coloninha faz festa na sua comunidade após anúncio da vitória na passarela Nego Quirido - Hora

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Carnaval 201727/02/2017 | 19h16Atualizada em 27/02/2017 | 19h40

Unidos da Coloninha faz festa na sua comunidade após anúncio da vitória na passarela Nego Quirido

Rua Tupinambá foi fechada para a comemoração da escola do Continente

Unidos da Coloninha faz festa na sua comunidade após anúncio da vitória na passarela Nego Quirido Cristiano Estrela/Agencia RBS
Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

Quase que numa carreata, após a festa na Nego Quirido — que contou com o apoio e parceria da vice-campeã Embaixada Copa Lord — os componentes da Unidos da Coloninha partiram para a festa no seu pavilhão, na Rua Tupinambá, no bairro de mesmo nome da agremiação da Capital. Como num jogo de futebol, as bandeiras estavam para fora dos carros e ao passar pelos bairros do Continente, os bicampeões eram saudados pelos vizinhos.

Na sede, o churrasquinho já estava pronto e a cerveja gelada. A bateria Batucada da Unidos chegou abrindo alas e começou a festa. O grito era um só: "O show tem que continuar" — frase de mais efeito do samba-enredo da agremiação, que levou nota 10 de todos os jurados, assim como a própria bateria.

— Estávamos ensaiando todas as semanas, desde o início de agosto. E nosso trabalho na bateria foi reconhecido pelos jurados e ajudamos a escola a conseguir o bicampeonato — comemora o mestre da bateria, Eduardo Machado Seara, o Dú da Cuíca.

Do alto da laje da casa de Dú, o presidente Sérgio Cunha e o intérprete Jorge Luiz da Coloninha apareceram com o troféu "Rei Momo do Carnaval 2017 de Florianópolis", para delírio de todos. E aí a gritaria foi unânime: Viva a Coloninha!

O presidente Sérgio Cunha carrega o troféu de campeão do Carnaval 2017 Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

O intérprete Jorge Luiz, membro da agremiação desde 1983 e canta desde 1989, também era um dos mais emocionados. Na hora que a Coloninha sagrou-se campeã do Carnaval 2017 não aguentou e caiu no choro na Nego Quirido. Era amparado pelos colegas de escola, que lhe davam aquele abraço apertado e de agradecimento.

— Nestes mais de 30 carnavais que participei, nunca tivemos um ano tão difícil. Foi um trabalho árduo. Mas ver a resposta da comunidade, que pegou junto, que fez tudo isso acontecer, não tem explicação. Foi muita garra — disse, mais uma vez transbordando emoção durante a comemoração.

Jorge Luiz da Coloninha (E) se emociona com o título Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

O presidente da escola lembrou ainda que, apesar de a Coloninha ter levado o título, todas as escolas são campeãs por conta falta de recursos e investimentos para o Carnaval.

— As nossas co-irmãs também merecem festa. Todos são vitoriosos por seu esforço neste ano tão complicado — complementou.

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Gente querida é o que não faltava

Quem também já estava lá esperando na sede da Coloninha era dona Angélica Cunha, de 90 anos, uma das componentes mais antigas da agremiação. Ela chegou a desfilar pela Coloninha quando o grupo ainda era um bloco infantil, na década de 60. Na retomada, como escola de samba na década de 80, dona Angélica voltou e foi uma das fundadoras do novo período. Agora, com o bicampeonato, é só sorrisos.

— Estou muito orgulhosa da minha escola e do nosso povo. Meus filhos, netos, bisnetos, todos ajudaram na confecção de carros e fantasias. Estou feliz demais — revelou a senhorinha, vó de todos.

Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

Outro querido que comemorava na comunidade era o nosso Muso da Hora, Nícolas Bento Gabriel, membro da ala de passistas da Coloninha. O rapaz, que ajudou na confecção das fantasias, estava com sentimento de agradecimento.

— Agora é só comemorar — ditou Nícolas, e saiu sambando para a festa.

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