Veja cinco pontos que não funcionaram nos desfiles da Nego Quirido e precisam melhorar - Hora

Carnaval 201728/02/2017 | 05h57Atualizada em 28/02/2017 | 05h57

Veja cinco pontos que não funcionaram nos desfiles da Nego Quirido e precisam melhorar

Banheiros quebrados e no retorno do som são alguns dos problemas encontrados durante os desfiles das escolas de samba de Florianópolis 

Veja cinco pontos que não funcionaram nos desfiles da Nego Quirido e precisam melhorar Caroline Stinghen/Agência RBS
Banheiros da arquibancada estavam sujos e sem água Foto: Caroline Stinghen / Agência RBS
Diário Catarinense
Diário Catarinense

A passarela Nego Quirido recebeu os seis desfiles do Grupo Especial das escolas de samba de Florianópolis da noite de sábado até a manhã de domingo. Apesar da falta de recursos, a festa impressionou os espectadores e foi classificada por muitos como o Carnaval da superação. O presidente da Liga das Escolas de Samba (Liesf), Joel Costa Júnior, afirmou que cerca de 25 mil pessoas acompanharam o desfile.

Ainda faltando poucas horas para o desfile, a prefeitura e a Liesf se esforçavam para deixar tudo pronto para receber as escolas e o público. Alguns detalhes, no entanto, deixaram a desejar, segundo relatos de profissionais que cobriram o espetáculo e alguns espectadores.

A colunista Laura Coutinho registrou a estrutura da passarela, relatando o aspecto de abandono do espaço, com acessos mal estruturados, banheiros quebrados, mosquitos e cheiro de esgoto na entrada dos camarotes voltados para o mar. Os profissionais que participaram da cobertura ressaltaram os aspectos que precisam ser melhorados na infraestrutura da passarela. 

O secretário de Turismo de Florianópolis, Vinicius De Lucca Filho, e o diretor comercial e de marketing da Liga das Escolas de Samba de Florianópolis, Jefferson Sodré, foram procurados pela reportagem para responder aos questionamentos. Confira:

O diretor comercial e de marketing da Liesf, Jefferson Sodré, explica que a liga ainda fará uma avaliação do Carnaval 2017 para identificar e planejar as melhorias de 2018. O secretário de Turismo de Florianópolis, Vinicius De Lucca Filho, afirma estar ciente dos problemas e explica que a prefeitura e a Liesf vão se reunir para debater quem terá a responsabilidade do Carnaval no próximo ano.

– Precisamos ainda abrir um diálogo em conjunto. Só posso garantir que vamos ter outro modelo. Precisamos profissionalizar o Carnaval, porque neste ano tivemos de correr atrás – diz o secretário.

Um dos focos é buscar parcerias privadas e vender o Carnaval de Florianópolis em três pilares: o do Centro, com shows; o da passarela e o desfiles das escolas de samba; e os mais de 40 blocos espalhados pela cidade. A ideia é oferecer os atrativos a empresas para que possam financiar infraestrutura, materiais e divulgação, além de encontrar interessados em cuidar da logística e operação das atrações.

Como o contrato com a Ambev se encerra neste ano, De Lucca diz que o novo contrato deve colocar a prefeitura novamente à frente da curadoria. Uma das propostas com essa mudança é resgatar o concurso das marchinhas, tradicional do Carnaval ilhéu. Para De Lucca, o novo contrato deve viabilizar financeiramente os eventos e promover uma "volta às raízes".

Leia também:
Unidos da Coloninha é a campeã do Carnaval 2017 de Florianópolis

Edsoul: falta de recursos torna disputa das escolas de samba acirrada em Florianópolis

Consulado "enfeitiça" público na abertura do desfile das escolas de samba em Florianópolis

Protegidos da Princesa levanta público com tema sobre a Amazônia

Escola de samba de Palhoça conta história da criação do mundo a partir da visão dos índios guaranis

Embaixada Copa Lord, do Monte Serrat, empolga com desfile que trouxe África e orixás

Coloninha demonstra criatividade na Nego Quirido

Dascuia encerra desfile do Carnaval 2017 com cinema e mistérios da Ilha






 
 
 
Hora de Santa Catarina
Busca
clicRBS
Nova busca - outros