Vencedora do BBB 18, Gleici afirma que quer continuar a trabalhar e estudar - Hora

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Entrevista20/04/2018 | 15h35Atualizada em 20/04/2018 | 15h35

Vencedora do BBB 18, Gleici afirma que quer continuar a trabalhar e estudar

Gleici Damasceno é estudante de psicologia e planeja melhorar a casa da mãe e das avós com o dinheiro do prêmio

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“A pessoa que tem mais grana que eu conheço sou eu”. Entre risadas e muita emoção, esta é uma das muitas constatações de Gleici, a vencedora do BBB 18. A acreana conta que os 88 dias no jogo a fizeram se tornar mais segura. O prêmio era um objetivo e, em alguns momentos, ela sentia que poderia ser a vencedora do programa. “Eu queria muito. Dentro do meu coração, eu sentia que podia ganhar, mas mantinha o meu pé muito no chão, porque não queria me frustrar. Mas, no fundo, eu acreditava”, revela a nova milionária. 

Seus planos fora da casa são continuar a faculdade de psicologia, voltar a trabalhar e organizar a vida da família, fazendo melhorias na casa da mãe e também das avós. “Vou continuar estudando e quero um trabalho. Sempre trabalhei, não consigo ficar sem trabalhar”, conta Gleici.

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Gleici, tem diferença entre a menina que entrou e a que saiu da casa? Muita. Cresci, aprendi muito. Achava que eu conseguiria me dar bem com todo mundo. Entrei lá achando isso, mas as pessoas eram tão diferentes de mim... Aos poucos vi que não ia conseguir. Me tornei uma pessoa mais segura, mais forte. Fiquei muito orgulhosa de mim mesma. Eu não ligava para o que pensavam de mim porque estava tranquila com as minhas atitudes. Teve até um momento ou outro em que acha que fui um pouco mal-educada, como quando não quis fazer compras com o Diego, por exemplo, mas era o que eu estava sentindo naquela hora. O que mais faz diferença hoje é que eu acho que aprendi a lidar com o outro como ele é. Mais ainda. Vi que não é preciso forçar uma situação. As coisas acontecem naturalmente.

 Você esperava ser a vencedora?
Eu queria muito. Dentro do meu coração, eu sentia que podia ganhar, mas eu mantinha o meu pé muito no chão, porque não queria me frustrar. Mas, no fundo, eu acreditava. R$ 1,5 milhão é muito dinheiro. A pessoa que tem mais grana que eu conheço sou eu.

 E o que muda?
A minha vida. Eu sei que dinheiro não faz ninguém ser feliz e eu já era feliz sem dinheiro. Mas agora, a minha família vai ficar bem. Vou dar conforto para as minhas avós e a minha mãe. Quero fazer a casa delas. Deixá-las confortáveis.

 Quais são seus planos agora, independentemente do prêmio?
Vou continuar estudando e quero um trabalho. Sempre trabalhei e não consigo ficar sem trabalhar.

 Como foi passar 88 dias no BBB?
Sou uma pessoa muito ansiosa, mas a gente é muito bem tratado lá, cuidavam muito bem da gente. Eu achava até engraçado. Eu comentava “estou com dor não sei aonde” e vinha a voz “Gleici, remédio”. Isso era o máximo. Aquelas festas eram demais também. Lá eu estava vivendo um sonho. E eu falava que se eu saísse em qualquer paredão eu não tinha perdido nada. Eu só ganhei, e ganhei muito.

 O que você sentiu logo que entrou na casa?
Foi inacreditável. Quando entrei e vi o quarto, a sala, eu ficava imaginando o carinho das pessoas preparando tudo aquilo pra gente. Eu entrei ali com a minha vida toda: as dificuldades, as alegrias, as tristezas. De repente eu estava numa casa em que eu não sabia o que ia acontecer dali pra frente. Eu conhecia o meu passado e sabia que estava no BBB, mas não tinha noção do que aconteceria na saída. Só sabia que a minha vida mudaria. Agora vou sentir falta da casa e de tudo o que a gente viveu lá. Foi um sonho.

 Você curtia muito as festas. Teve alguma preferida?
Curtia demais! A do Paulo Ricardo foi incrível, amei a roupa daquela festa. Eu achava tão lindo ver a gente juntos, arrumados. Foi uma das que eu mais gostei, junto com a do Zeca Pagodinho e a da Anitta também. Ela foi muito fofa, voltou para dançar com a gente.

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Foto: Paulo Belote / TV Globo/Divulgação

 Você falou em todo mundo lindo junto, mas uma beleza lá te chamava mais atenção... Como está a sua história com o Wagner?
Eu gosto dele e quero ficar com ele. A gente não conversou ainda, porque tudo acontece de uma forma muito natural entre a gente.

 Você já consegue analisar a sua passagem pela casa?
Eu consegui mostrar quem eu sou. Ganhei o prêmio sem precisar forçar nada lá dentro e isso é o mais legal. Fui ficando mais segura lá dentro. Com o tempo, fui ficando mais à vontade também. Eu tenho muito orgulho de ter me mostrado como eu era e sei que algumas coisas que eu falei podem ter incomodado, mas fui eu mesma. Vejo que mesmo assim as pessoas me aceitaram e gostaram de mim.

 O que ficou mais marcado para você no jogo?
Todo o momento do quarto Farol, desde a minha chegada até a volta. Eu falei que não ia chorar nesse dia do Paredão porque estava muito orgulhosa de tudo o que eu tinha vivido até ali. Quando eu descobri que era um paredão falso e que ia ficar no quarto, eu fiquei maluca de felicidade. Aquilo me renovou e me fez voltar mais forte. Todo mundo que tinha feito alguma coisa comigo ou com quem eu gostava foi saindo, sem eu precisar fazer nada. O máximo que eu fiz foi indicar a pessoa ao paredão, mas isso faz parte do jogo.

 A convivência com pessoas tão diferentes umas das outras te trouxe algum aprendizado?
A deixar pra lá. Isso foi uma coisa que eu aprendi lá dentro. Talvez em outro momento da minha vida eu ia querer tirar satisfação, mas lá eu tentei muito e consegui deixar passar muita coisa. Tudo acontece numa proporção muito grande. Você não tem noção do que é um amor, uma paixão, uma amizade lá dentro. A Ana Clara, nesses três meses que passamos juntas, é uma das minhas melhores amigas.

 E essa amizade você acha que consegue manter?
Claro! Dá, sim. Eu sei que a gente não vai se ver tanto, mas o carinho que a gente criou uma pela outra não vai mudar. A gente passou muita coisa juntas. Eu tive alguém que me passava segurança, com quem eu podia segurar na mão e contar até a final. E eu sou alguém que preciso contar com outra pessoa para viver, e a Ana Clara foi essa pessoa para mim.

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