Atriz Lua Blanco fala sobre trajetória como cantora até chegar ao Popstar - Hora

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Retratos da Fama26/10/2018 | 11h00Atualizada em 26/10/2018 | 11h00

Atriz Lua Blanco fala sobre trajetória como cantora até chegar ao Popstar

Em novelas, a sua última participação foi como a Anita, em A Força do Querer

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Quando Lua Blanco era criança, seu pai, o ator e cantor Billy Blanco Jr., a enfileirava junto aos irmãos e os surpreendia. Por muitas vezes, a atriz e os manos (Ana Terra, Pedro Sol, Daniel e Estrela Blanco) tinham que soltar a voz em restaurantes para perder a timidez e aperfeiçoar seus talentos.

Por ironia do destino, Lua, hoje com 31 anos, apresenta-se semanalmente – e por livre e espontânea vontade – no PopStar, perante um júri estrelado e à prova da avaliação de telespectadores de todo o Brasil. 

– O que aconteceu lá atrás devia ter servido para diminuir o nervosismo, né? Mas parece que não deu muito resultado (risos). Sempre fico com frio na barriga. Antes de subir ao palco, respiro fundo, tento mentalizar a intenção da música, preparar a voz. Naquela bancada, sempre tem artistas talentosíssimos. Estar ali é algo novo, um grande desafio. Tenho descoberto que eu precisava evoluir como cantora em muitos quesitos – avalia Lua. 

Em novelas, a sua última participação foi como a Anita, em A Força do Querer (2017).

Realidade paralela

Autonomia e independência fazem parte do universo da atriz e cantora desde a infância. Criada em um ambiente “quase hippie”, ela estabeleceu um contato especial com a terra e com a natureza.

– Morávamos numa comunidade cristã, com uma certa caretice que envolvia as crenças. Mas, além disso, eu, minha mãe (a professora e musicista Maria Claudia Blanco), meu pai e meus irmãos vivíamos numa realidade um pouco paralela: não víamos TV, não tínhamos acesso a coisas que as pessoas da cidade tinham. Já moramos em sete lugares diferentes do estado do Rio (de Janeiro), além de Salvador (Bahia) e no Peru. Tínhamos muito contato com o verde, só comíamos alimentos naturais, não conhecíamos açúcar. Só fui saber o que era bala e goma de mascar na adolescência. Talvez, por isso, eu seja viciada em chiclete. Mas é sem açúcar! – confidencia, aos risos.

Recado dado

A cantora defende em suas redes sociais a autoaceitação do corpo e, com seus 2,2 milhões de seguidores no Instagram, além de 806 mil no YouTube, influencia outras mulheres a se amarem como são:

– Está na hora de a gente parar de corresponder a esta ditadura da beleza, que nos aprisiona tanto. Temos que olhar para dentro e enxergar que somos lindas como somos, nos aceitar mesmo não cabendo num padrão inventado por pessoas insanas. 

Lua revela que, ao assistir às suas apresentações no PopStar, percebe que a sua imagem está fora de um padrão. 

– É visível que estou acima do meu peso considerado normal, e isso mexe comigo. Mas eu tenho um lado mais forte que me diz que sou linda do jeito que estou, e este é o meu momento – sentencia.

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