Tomé, de Segundo Sol, Pablo Morais fala sobre seu personagem - Hora

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Novela16/10/2018 | 08h30Atualizada em 16/10/2018 | 08h30

Tomé, de Segundo Sol, Pablo Morais fala sobre seu personagem

Em entrevista, boy magia da novela das nove fala sobre beleza e um fato constrangedor envolvendo o seu nome

flavia requiao

Depois de dar a real para Gorete (Thalita Carauta) dizendo que não estava a fim dela coisa nenhuma, Tomé (Pablo Morais) voltou à cena na semana passada, em Segundo Sol. E no posto de novo menino de Laureta (Adriana Esteves). A cafetina bem que tenta afogar as mágoas com o bonitão, mas se irrita com o jeito tapado do rapaz e, inevitavelmente, o compara a Ícaro (Chay Suede), sua grande paixão. 

Pablo Morais é Tomé em Segundo Sol.
Foto: LUCIO LUNA / Divulgação

Em um papo por telefone, Pablo Morais, 25 anos, fala sobre a virada do seu personagem, admite o assédio da mulherada e comenta o fato pra lá de constrangedor envolvendo o seu nome. 

Como você recebeu a incumbência de fazer um boy magia na novela?

É muito legal (risos)! A internet chama o Tomé de Don Juan baiano. 

Que título, hein? 

É, que responsa! E logo onde só tem ator gigante, galãs, ídolos – meus ídolos. Mas, pra mim, é grandiosa a responsabilidade, além de um presente. Fico muito feliz. Quando terminei o Deco (da novelinha Malhação), veio o convite muito rápido. 

Essa sintonia com a Thalita (Carauta) foi sendo construída em cena, ou vocês já se conheciam antes da trama?

Eu sou fã na verdade. Ela é muito engraçada. Mas nunca imaginei que eu fosse contracenar com ela da maneira como aconteceu. Foi fruto do trabalho, do profissionalismo da Thalita e de uma cumplicidade linda que fluiu. 

Nas ruas, a galera chega te chamando de Tomé ou de Pablo?

Já chega gritando de longe: “E aí Bahia?!”. É muito bom (risos). Quando eu fiz o Velho Chico (em 2016, na pele de Cícero), era: “Não mata, não”. Eu tenho sido abordado com humor. Tem sido muito legal. Com certeza, o Tomé está mais na frente do que o Pablo. E eu nem imaginava que seria assim o retorno, tô feliz mesmo.

A abordagem é mais para o humor, ou a mulherada vai para a cantada mesmo direto?

Ah, isto com certeza. O Tomé já tem essa coisa do sex appeal.

O que mais você ouve?

Escuto muita bobagem (risos), muita coisa engraçada. A pessoa viu a cena e vai direto falar, fazendo brincadeira. Já me propuseram para eu largar a Gorete e ficar com ela, por exemplo...

Ator Pablo Morais
Beleza ajuda e atrapalhaFoto: Reprodução / Instagram

Está solteiro agora?

Eu tô solteiro.

Focado na novela, não tem problema, então, com as brincadeiras do público?

Focado no trabalho. Não tem.  É muito legal receber o retorno do meu trabalho.

Entra em uma nova fase do personagem, em Segundo Sol?

É uma virada. Ele está focado em outro desfecho dramático. Pode esperar muita coisa do Tomé que vai surpreender todo mundo. Ele fica até o final da novela. Posso dizer que vai aprontar muito! 

A beleza te ajuda ou atrapalha?

É um grande paradoxo. Se você não tem consciência e os pés no chão, o que poderia te ajudar acaba te atrapalhando. Mas o meu primeiro ato artístico foi dentro de um circo, onde já não tem essa coisa da beleza, é a força do trapézio, a expressão corporal. Depois, fui pra publicidade. Todo o meu contexto artístico é muito fixado nas coisas que eu já fiz. A beleza me ajuda e me atrapalha, mas não é o que definiu a minha carreira. Tem caras muito mais bonitos do que eu, com estereótipos de virilidade de muito mais padrão. Mas a minha carreira foi construída degrau por degrau. 

O meu primeiro trabalho na Globo foi com o Luiz Fernando Carvalho (em Suburbia, de 2012). É como a Fernanda Montenegro falou: “A beleza só importa nos primeiros 15 minutos. Depois, você tem que ter algo a mais para oferecer”.

Luca Fontoura e Pablo Morais (na foto) dividem o mesmo papel em Velho Chico, que substituirá A Regra do Jogo. Na obra, eles interpretam Cícero, filho de Clemente (Julio Machado) e Doninha (Barbara Reis). O personagem é criado na casa do patrão Afrânio, papel de Rodrigo Santoro na primeira fase e que, posteriormente, será de Antonio Fagundes.
Como Cícero, em Velho ChicoFoto: CAIUÁ FRANCO / TV Globo/Divulgação

Se incomoda quando vê o seu nome citado pelo lado da vida pessoal, como a história da gravidez de Letícia Almeida (ele chegou a fazer teste de DNA, pois namorou a atriz, mas o filho dela é com o ex-concunhado de outros laços familiares da moça), ou fazendo referência: “Ah, ele é o ex da Anitta”?

É muito delicada esta pergunta. Não existe na Constituição que a pessoa pública deva satisfação. Não é lei, mas se criou isso no subconsciente coletivo. O ato de se achar no direito de falar dos outros é liberdade de expressão, mas eu tenho direito de não conversar sobre isso. Eu vim de Goiânia, saí de casa com 14 anos, tô no Rio, sou ator, sou rapper, componho, escrevo roteiro, faço clipe, danço, faço artes plásticas... Isso tem que ser o foco. Quando você vai falar do problema da pessoa, está esquecendo dos seus. É um pouco de ignorância e falta de sofisticação mental porque todo mundo é ser humano. É muito bobo, e isso não me pega. Quando o foco é alegria e harmonia, você consegue construir isto com muita nobreza. Tem que ter jogo de cintura para o público te entender, e o ciclo ser fechado. Não existe escuridão, existe ausência de luz. E tem que levar com dignidade. Simplesmente. Não me abala, não. A poesia me deixa vivo.

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