Rodrigo Faraco: a queda do Figueirense e o projeto futebol - Figueirense - Esportes - Hora

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Mudança21/11/2016 | 10h06Atualizada em 21/11/2016 | 10h06

Rodrigo Faraco: a queda do Figueirense e o projeto futebol

Clube precisa decidir o que quer ser e focar nisso

Rodrigo Faraco: a queda do Figueirense e o projeto futebol Charles Guerra/Agencia RBS
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

O Figueirense vinha se arrastando nas últimas rodadas. Na verdade só a matemática dava esperanças, pois o time em campo em nenhum momento passou alguma impressão de que poderia lutar realmente para permanecer.O Figueira vem caindo há algum tempo. Acredito que o ponto de crucial da caminhada, o momento mais importante e fundamental, foi quando o grupo rejeitou o técnico Argel e tomou as rédeas da situação.

Não falo isto pela saída de Argel, mas, principalmente, pelo poder dado aos atletas, que tinham e tiveram sempre lideranças que não eram positivas para o grupo e para conduzir o time para o melhor caminho. Foi um rebaixamento categórico. Quando o time cai com três rodadas de antecedência e com goleada de 4 a 0, e fica nove jogos de uma reta final sem vencer, não há o que falar, a não ser assimilar que os erros foram muitos.

Projeto futebol

O Figueirense precisa, antes de definir treinador, jogadores, tentar entender o que é o seu projeto de futebol. Quais são as diretrizes? Quem vai traçar este planejamento? Nos últimos três anos em que esteve na Série A, o Figueirense esteve sempre correndo atrás, resolvendo problemas e apagando incêndios. E lutou pra não cair nos três anos. É preciso repensar o seu projeto de futebol. O que inclui pessoas e prioridades.

Costumo dizer que o futebol tem que ser o foco, o principal, o produto final e a prioridade. Os negócios, as vaidades, as parcerias, as amizades, tudo têm que estar em segundo plano. O futebol tem que estar acima de tudo. O Figueirense tem, internamente, na base, uma ótima escola de futebol, com revelação de atletas e trabalho bem feito. Estão aí os jogadores convocados pra Seleção para comprovar. Só que o clube se atrapalha no profissional.


Marquinhos Santos

O técnico já foi confirmado para 2017, mas está numa condição muito delicada. Com 10 jogos comandando o Figueirense, foram 30 pontos em jogo e apenas seis somados. Havia espaço para recuperar o clube, o que não aconteceu. Sigo avaliando Marquinhos Santos como um ótimo profissional. Acontece que no Figueirense não deu certo. E vai ser difícil tocar 2017 com todas as pressões. Definir técnico agora não é o mais importante. O importante é corrigir o rumo do futebol do Alvinegro.

 
 
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