Guilherme Siqueira, o manezinho que desbravou o futebol da Europa - Esportes - Hora de Santa Catarina

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NOSSA ÁREA27/09/2016 | 16h22Atualizada em 29/09/2016 | 00h25

Guilherme Siqueira, o manezinho que desbravou o futebol da Europa

Atualmente defendendo o Valencia, Guilherme Siqueira, que há 11 anos joga no Velho Continente, nunca atuou profissionalmente no Brasil 

Guilherme Siqueira, o manezinho que desbravou o futebol da Europa Divulgação/Valencia
Jogador revelou vontade de atuar no futebol brasileiro Foto: Divulgação / Valencia

Guilherme Siqueira é mais um exemplo dos muitos jogadores de futebol que já começam a carreira na Europa, sem nunca passar pela experiência dos campos brasileiros. Morador da Costeira, em Florianópolis, foi em 2005 para a Inter de Milão e nunca mais voltou. O atleta já declarou outras vezes que não pretendia jogar no Brasil, mas tanto tempo fora da Ilha talvez tenha mudado os planos do manezinho.

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Atualmente o lateral esquerdo revelado na base do Figueirense pertence ao Atlético de Madrid e está emprestado para o Valencia, que ocupa a 15º posição no Espanhol e vive um momento delicado. Na semana passada, após quatro derrotas seguidas, o clube demitiu o treinador Pako Ayestarán. Siqueira não fez a pré-temporada por conta de uma lesão no tornozelo, mas já voltou a treinar com a equipe e espera já estar atuando nos próximos dias para melhorar a situação do time.

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Em entrevista ao Hora de SC, o jogador falou sobre a carreira e os planos para o futuro, que envolvem Florianópolis.

Tu foste para o futebol europeu ainda adolescente. Voltar e jogar no Brasil está nos seus planos?
É engraçado que até o momento não despertou essa vontade de atuar no Brasil, mas é uma coisa que eu não descarto até porque a gente nunca sabe o dia de amanhã. É uma coisa que eu estou deixando para segundo plano, mas com certeza se daqui algum tempo me despertar esse interesse, pode ter certeza que eu vou atuar no Brasil, porque é uma curiosidade que eu tenho, é um futebol totalmente diferente que eu também queria, antes de encerrar minha carreira, aproveitar.

Mesmo tendo cidadania espanhola, Siqueira não pensa em seleção Foto: Divulgação / Valencia

Como era em Florianópolis antes de ir desbravar a Europa?
Foi tudo muito rápido. Eu comecei no Figueirense, onde não fiquei nem dois anos, disputei um torneio de seleções de estados, que hoje não existe mais, e me destaquei nesse torneio. Uma semana depois eu já tinha proposta de um empresário italiano, o Mino Raiola, que é um dos maiores do mundo, é o empresário do Pogba, do Ibrahimovic. Tive também uma convocação para a Seleção Brasileira sub-17. Depois de um mês eu estava embarcando num avião para a Itália. Eu fiz uma série de testes na Inter, fui aprovado, mas devido à minha idade eu não podia ficar em definitivo na Itália, e eu acabei ficando no Avaí antes de me mudar.

Estás te recuperando de uma lesão. Em quanto tempo achas que estará jogando de novo?
Desde que cheguei no Valencia eu tive uma torção no tornozelo, no mesmo que eu já operei 12 anos atrás e não consegui recuperar bem. Já voltei a treinar com a equipe, estou cada vez melhor, mas é uma lesão, uma dor que eu já venho tendo há mais de um ano, onde a gente sabe que eu não ficar bem 100%, porque é uma cirurgia que agora está tendo suas consequências. Mas é uma coisa super normal. Estou treinando com a equipe já, mas o problema é que eu acabei perdendo toda a pré-temporada. Estou treinando bem, só que eu peguei o bonde andando. Estou preparado, mas sempre respeitando a decisão do treinador.

O Valencia está numa situação complicada no momento e tu não estás podendo ajudar...
Foi um início de campeonato estranho pra gente, perdemos os quatro primeiro jogos, é algo que a gente não esperava porque o planejamento do clube foi totalmente diferente, chegaram boas contratações, mas futebol é isso. Os resultados não chegaram, o treinador acabou saindo e o interino ganhou os dois últimos jogos. Agora estamos numa dinâmica boa. Temos um jogo muito bacana com o Atlético de Madrid semana que vem.

Tu tens cidadania espanhola. Teria a intenção de jogar pela seleção?
Não penso em seleção, porque eu reconheço a qualidade do futebol espanhol e as minhas posições estão muito bem servidas. A minha vontade mesmo é poder ajudar minha equipe, coisa que não estou conseguindo fazer agora. Acho que a seleção é muito consequência do que se faz no clube. Uma coisa de cada vez.

A lateral esquerda do Figueirense é uma posição que já revelou outros craques que hoje estão no futebol europeu, como André Santos e Filipe Luís. Com o Filipe, vocês jogaram juntos no Atlético.
Nós começamos no juvenil do Figueirense juntos. O Filipe, além de um grande amigo, é uma referência no futebol que eu tenho. Acompanhei toda a trajetória dele dentro do futebol europeu. As nossas histórias são parecidas, ele merece muito tudo que está acontecendo com ele e eu tenho certeza que ele vai ser muito feliz aqui na Europa.

Qual é a tua atual relação com Florianópolis?
Eu sou apaixonado por Floripa, estou há tanto tempo fora, mas não consigo me desligar do Estado. Estou construindo a minha casa, tenho meus negócios na cidade, assim que encerrar minha carreira pretendo ficar um tempo lá e depois tocar as coisas que eu tenho planejadas aqui. É uma cidade que sempre que falam o nome eu defendo e mostro ela pra todo mundo. Fui nascido e criado na
Costeira.

Clubes em que Siqueira atuou
2016 - Valencia
2014 e 2015 - Atlético de Madrid (Espanha)
2013 e 2014 - Benfica (Portugal)
2010 a 2013 - Granada (Espanha)
2010 - Udinese (Itália)
2008 e 2009 - Ancona (Itália)
2006 a 2008 - Udinese (Itália)
2006 - Lazio (Itália)
2005 - Internazionale (Itália)
2002 a 2004 - Avaí
2000 a 2002 - Figueirense

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