Na Rio 2016, Ádria Santos vive a emoção de mais uma Paralimpíada - Esportes - Hora de Santa Catarina

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Rio 201609/09/2016 | 07h10Atualizada em 09/09/2016 | 14h34

Na Rio 2016, Ádria Santos vive a emoção de mais uma Paralimpíada

Ex-velocista é vice-prefeita da Vila e participou da cerimônia de abertura

Na Rio 2016, Ádria Santos vive a emoção de mais uma Paralimpíada Daniel Zappe/ MPIX/ CPB/Divulgação
Foto: Daniel Zappe/ MPIX/ CPB / Divulgação

Santa Catarina vibrou e se emocionou com a entrada da ex-velocista Ádria Santos na cerimônia de abertura da Paralimpíada, no estádio do Maracanã. A chama que ela conduziu debaixo de muita chuva, até passar às mãos de Clodoaldo Silva para que fosse acesa a pira, representa muito bem a força da guerreira. Ádria perdeu totalmente a visão aos 20 anos, em 1994, por conta da retinose pigmentar e do astigmatismo, mas não deixou de ir em busca do sonho de ser atleta.

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Com um riso solto e quase que incontrolável, ela ainda saboreia e comemora o triunfo de representar o atletismo e o Brasil no maior evento paralímpico do mundo:

– A cerimônia de abertura foi tão incrível, um momento mágico. Estávamos no Maracanã desde cedo, quando abriram os portões e ali a emoção já tomou conta de nós. Ficamos em uma sala assistindo a tudo pela televisão, não podíamos sair. O clima entre eu, o Clodoaldo (Silva) e o Delfino (de Souza) era de total descontração enquanto esperávamos o nosso momento – conta a ex-atleta dona de 13 medalhas paralímpicas.

Ádria, que adotou Joinville como sua cidade, define como um instante mágico a noite da última quarta-feira e conta que estava com a emoção a flor da pele e que chorou em vários momentos. O hino nacional foi um dos que mais emocionou a atleta, o que não é difícil de entender tratando-se de uma velocista da importância que ela tem para o esporte.

Até a chuva que caiu copiosamente não estragou a festa e a empolgação de quem participou do evento. Ádria brinca dizendo que foi bom para disfarçar as lágrimas que caíam pela emoção em fazer parte daquele instante.

– Eu entrei com a minha filha, Bárbara, e foi muito especial estar com ela neste momento único da minha vida. É muito gratificante saber que estávamos ali pela nossa história no esporte, por tudo o que representamos para o nosso país – orgulha-se.

O trabalho continua na Vila Paralímpica

A atleta ainda está curtindo a repercussão que a cerimônia de abertura da paralimpíada teve, mas sabe que também tem muito trabalho pela frente. Ela é vice-prefeita da Vila Paralímpica, ao lado de Janeth Arcain, a prefeita, e tem a missão de receber os atletas e zelar pelo bom funcionamento do local. Parte deste trabalho inclui receber os competidores vindos de outros países.

– Ontem, recebemos a equipe que vai organizar a Olimpíada e a Paralimpíada em Tóquio, em 2020. Eles vieram até aqui para conhecer as nossas instalações, ver como está a nossa organização. Estamos felizes com o resultado porque demos o nosso melhor e recebemos muitos elogios. Acredito que eu e a Janeth conseguimos transmitir emoção e alegria aos atletas – destaca.

Quando questionada sobre a mensagem que os Jogos deixam não apenas para o esporte, mas também para o país, Ádria destaca a determinação dos participantes:

– Teremos lindos exemplos de superação dos competidores paralímpicos. Independente daqueles que conquistaram medalhas, o mais importante é reconhecer que, para chegar até aqui todos eles já passaram por duras batalhas, conquistar uma vaga para este evento é muito difícil e isso já é um grande motivo para exaltá-los – frisa.

 
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