Djony, goleiro e herói do Floripa Futsal: "ninguém acreditava na gente" - Esportes - Hora de Santa Catarina

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NOSSA ÁREA18/10/2016 | 08h13Atualizada em 18/10/2016 | 08h13

Djony, goleiro e herói do Floripa Futsal: "ninguém acreditava na gente"

Atleta defendeu dois pênaltis após o time conseguir levar o jogo às cobranças livres - faltando 11 segundos para acabar a partida contra o Carlos Barbosa, atual campeão nacional

Djony, goleiro e herói do Floripa Futsal: "ninguém acreditava na gente" Charles Guerra/Agencia RBS
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

A épica classificação do Floripa Futsal para as quartas de final da Liga Nacional tem como protagonista o goleiro Djony Mendes, de 31 anos. O manezinho defendeu dois pênaltis na decisão em solo gaúcho e sacramentou a eliminação do atual campeão nacional.

Djony admite que a equipe começou desligada. Nesta segunda-feira, na Pracinha do Balneário, na Capital, o arqueiro recebeu a reportagem e destacou que ninguém acreditava numa vitória do time além do próprio elenco do Floripa: "acharam que iam atropelar a gente".

O goleiro que começou na meta do futebol de campo, tentou na base do Figueirense, mas acabou indo para as quadras por causa da altura, hoje é um herói e ainda sonha em voltar a vestir a camisa da Seleção Brasileira. Confira a entrevista: 

Que frieza hein!
Sim! No pênalti ali, eu estudei com o preparador de goleiros, o Ney, os possíveis batedores deles. Colhemos informações, vídeos de outros jogos que tiveram batedores de pênalti. Inclusive os dois que eu peguei eram das informações que eu tinha de onde eles batiam, mais um menos, e foi onde eu consegui vantagem.

E o fato de eliminar Carlos Barbosa dessa maneira?
Ainda mais depois do primeiro jogo, que a gente tinha perdido de 4 a 2 em casa. Acho que o Brasil todo pensou que Carlos Barbosa já estava classificada, afinal iriam jogar em casa só por um empate contra o Floripa. Carlos Barbosa acho que hoje é o maior time do Brasil, e a gente conseguiu tirar eles lá dentro. Só a gente acreditava. Foi um feito histórico, pra ficar gravado na memória de todo mundo. Eu já passei por uma história parecida com o Floripa Futsal em 2009 numa quartas-de-final. A gente pegou o Joinville, que estava muito bem na competição. Eles ganharam da gente aqui de 7 a 3. Fomos para lá decidir e levamos o jogo para a prorrogação e ganhamos.

Qual a perspectiva para as quartas?
Ficamos sabendo que nosso adversário vai ser o Copagril (RS), uma equipe muito boa, não tem tantos jogadores consagrados, mas estão fazendo um ano espetacular, a equipe muito bem treinada. E a gente não pode se dar ao luxo de perder o primeiro jogo aqui, não vamos ter essa "sorte" de novo. A gente tem que fazer o dever de casa.

Foto: Charles Guerra / Agencia RBS

Qual o retrospecto da tua carreira até chegar aqui?
Eu comecei na época que era Colegial ainda, aí depois se tornou Floripa Futsal. Fiquei aqui até 2010. Aqui a gente chegou na semifinal da Liga, fomos campeões estaduais. Me destaquei bastante e consegui ser convocado para a Seleção Brasileira jogando no Floripa. Aí no outro ano eu fui para o time do Falcão, o Santos. Ele me levou, a gente foi campeão da Liga, da Copa Gramado, tive diversas convocações para a Seleção. O projeto do time era para dois anos, mas acabou antes e eu parei no Umuarama, no interior do Paraná. Foi um ano bem difícil pra mim. Depois voltei para SC, vim para o Jaraguá e me destaquei novamente. Em 2014, fechei com a Krona, de Joinville, e fui campeão estadual. Nesse meio tempo eu continuei na Seleção Brasileira. E agora eu voltei pra Floripa.

Como foi tua experiência com o Falcão?
Em 2010, eu estava numa convocação para a Seleção e o Falcão chegou e me disse "estamos montando o time do Santos e tenho interesse de te levar". A gente já se conhecia, jogava contra, ele em Jaraguá e eu aqui em Floripa. Quando ele me convidou eu fiquei muito feliz, a barca que ele vai é sempre um barca boa. Aquele ano foi espetacular, 2011, pegaram os melhores jogadores do Brasil, gurizada que estava se projetando e os consagrados. A gente formou um grupo muito bom, não eram só de jogadores, mas um grupo de pessoas boas, a amizade era muito boa. Isso ajudou muito também.

Florianópolis é um pólo no futsal?
Aqui em Floripa é Avaí e Figueira, acho que o futsal ainda tem pouco espaço. O Hora dá espaço, outro jornal comenta alguma coisa, mas acredito que na TV pouco se fala. Muita gente não fica nem sabendo que existe futsal em Floripa.

A tua carreira daqui pra frente, como tu vê?
Meu projeto era voltar pro Floripa para usar como um trampolim. Claro que eu gostaria de ficar no Floripa, mas a gente sabe que é difícil o futsal aqui por causa do investimento. Todo ano é uma batalha, não tem um alicerce de alguma empresa patrocinadora, é sempre contando com dinheiro de prefeitura, e aí fica um investimento menor. Meu contrato acaba dia 31 de dezembro e até lá muito pode acontecer. Mas eu quero voltar para a Seleção Brasileira, estou com 31 anos, tenho bastante a dar ao futsal ainda, e quem sabe Floripa consegue investimento. Mas eu ainda pretendo voltar para uma equipe que investisse mais, claro, primeiramente eu gostaria que Floripa fosse uma dessas equipes, porque jogar em casa e com minha equipe de coração sempre tem algo a mais.

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Foto: Charles Guerra / Agencia RBS


 
 
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