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Tênis15/10/2016 | 07h20Atualizada em 15/10/2016 | 07h20

Talentos de Santa Catarina no tênis são lapidados na Copa Guga

Pedro Boscardin Dias e Namie Isago despontam como atletas com vocação e com um grande futuro na modalidade

Talentos de Santa Catarina no tênis são lapidados na Copa Guga Leo Munhoz/Agencia RBS
Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

O tênis virou uma tradição de Santa Catarina. Desde que Gustavo Kuerten venceu Roland Garros pela primeira vez, em 1997, a modalidade cresceu muito no Estado. E não só por causa de Guga. Seu treinador, Larri Passos, abriu em Camboriú uma academia de tênis onde passaram atletas como Beatriz Haddad Maia, Teliana Pereira e Thomaz Bellucci.

Em Itajaí, no Itamirim Clube de Campo, o argentino Patrício Arnold trabalha há 10 anos com o alto rendimento de atletas em projeto junto com a Confederação Brasileiro de Tênis (CBT). Lá estão trabalhando promessas com Orlando Luz e Marcelo Zormann. Agora, dois atletas jovens, de 13 anos, despontam como joias do tênis em SC: Pedro Boscardin Dias e Namie Isago. Os dois participaram da Copa Guga Kuerten, um dos principais eventos da Semana Guga – que encerra neste domingo no Jurerê Sports Center.

Joias de que vêm do Norte do Estado

Os dois são de Joinville e desejam ser profissionais, e a Copa Guga é uma porta interessante de incentivo. Não só por oferecer um torneio grande e organizado, mas também por ter a presença do tricampeão de Roland Garros, que conhece os pequenos e os incentiva no esporte. Alguns atletas tem a sorte de contar com apoio da família Kuerten. Thiago Monteiro, por exemplo, passou pela Copa Guga e, por um período, teve o auxílio dos Kuertens. Hoje, ele é o tenista número dois do Brasil e conseguiu ficar pela primeira vez entre os 100 melhores do mundo.

Pedro e Namie têm mais coisas em comum do que apenas serem de Joinville. Ambos treinam forte todos os dias. O garoto, na RS Tennis, tem como técnico Ricardo Schlachter. Namie Isago treina na SP Tennis, do treinador Paulo Henrique Alves. Os trabalhos são técnicos, táticos e físicos. Além de acompanhamento psicológico, detalhe que em quadra faz toda a diferente.

Se ambos alcançarão a carreira profissional é difícil dizer agora. Mas, que eles estão no caminho correto e cheios de vontade para conseguir, isso é certo.

O esporte está no sangue de Pedro

Pedro tem o tênis no sangue. Sua mãe, Carolina Boscardin, foi tenista e dividiu apartamento com Guga em Gaspar, quando os dois faziam parte da equipe da Ceval. Ele sonha em ser profissional e o ano de 2016 mostrou que o garoto está na trilha certa.

– Tive título na Europa e realmente esse ano foi muito bom. Acho que a parte mental do meu jogo melhorou muito nessa temporada – analisou o tenista.

Para seu técnico, Ricardo Schlachter, apesar de 2016 não ter terminado, os resultados até aqui já fazem do ano uma boa temporada.

– Acho que esse ano, mesmo não tendo acabado, já está ganho. O primeiro ano de categoria de 14 anos é o mais complicado do infanto. Por questões físicas e maturidade. Um ano faz muita diferença. Por isso, acredito que ele cresceu e amadureceu muito – analisou Rico.

Com a ajuda da família, Pedro tem tudo para ir muito longe. Talento não falta.

Tímida fora de quadra, desinibida com a raquete

Namie Isago ainda não está acostumada a dar entrevistas, mas é melhor ela se habituar. A joinvilense conquistou dois títulos na última semana e vem crescendo de desempenho. Além disso, já representou o Brasil no mundial de tênis de 12 anos. Mesmo tão jovem, sonha em ser profissional e se dedica muito para isso. Além das horas puxadas de treino, ela também estuda inglês, requisito básico para quem quer alcançar grande objetivos na modalidade.

Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS

– Não tenho dificuldades na escola e os professores me ajudam muito. Isso facilita para eu viajar tranquila. Até porque a tendência agora é viajar cada vez mais – explica a tenista.

Para o técnico Paulo Henrique Alves, o ano de Namie foi de muita evolução fora da quadra, principalmente no jogo mental.

– Ela progrediu bastante o aspecto mental. No último semestre deu uma boa melhorada. Está treinando muito bem e se empenhando cava vez mais – analisou.


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