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Meta22/11/2016 | 07h25Atualizada em 22/11/2016 | 07h25

Após acesso, presidente do Avaí quer ser campeão do Estadual

Francisco Battistotti faz balanço do ano, projeta 2017 e revela quais jogadores estão na pauta para renovação

Após acesso, presidente do Avaí quer ser campeão do Estadual Marco Favero/Agencia RBS
Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Passada a euforia do acesso à Série A, o Avaí já começa a traçar os planos para o ano de 2017. Um ano que o presidente do clube, Francisco Battistotti, acredita que será muito melhor do que este que está acabando. Depois de assumir o clube em uma situação turbulenta, em abril, com salários atrasados, dívidas, de ter que lidar com a desconfiança da torcida e até com ameaças de morte, o dirigente agora respira aliviado e não cansa de agradecer aos que o apoiaram nos momentos de dificuldade, que não foram poucos. Em entrevista ao DC por telefone, Battistotti fez um apanhado da temporada do Avaí, falou também sobre renovações com técnico e jogadores e dos planos para o ano que vem. O principal é ser campeão catarinense após dois anos lutando contra o rebaixamento.

Balanço do ano

– Não foi um ano fácil. Pela forma que a gente assumiu o Avaí, a rejeição da maioria da torcida, inflada pelo pessoal do ¿fogo amigo¿, que não queria que eu assumisse e que também não queria o bem do Avaí. Mas a torcida eu perdoo. O fogo amigo, eles é que devem pedir perdão, pelo que eu passei com a minha família. O acesso é uma situação de reconhecimento divino pelo Avaí. Os amigos que estavam junto comigo, nada mais fizeram do que aceitar a forma de gestão que o presidente do Avaí faz, encamparam, e os jogadores absorveram. Quero agradecer à família Zunino, que estava junto comigo e disseram: "O pai (João Nilson Zunino), lá em cima, está olhando por ti". E agradecer às mensagens de parabéns. Tenho certeza que o melhor presidente da história do Avaí, lá em cima, está contente com esse acesso.

Catarinense e Série A

– Estamos projetando, tentando renovar com cinco ou seis atletas, dentro das condições financeiras do clube. Já conversamos com alguns e espero que depois do jogo do dia 26 eles possam aceitar a nossa proposta, mas com o pé no chão. A única garantia que a gente vai dar é: "Olha, a gente não pode te pagar R$ 100 mil, mas tenha certeza que vai receber em dia". Isso que é importante e que garante ao atleta a condição de renovação. Mas nossa intenção é ter um time base desse que está aí do acesso e irmos para ser campeão do Estado.

Renovação com Claudinei Oliveira

– Acredito que depois do dia 26 a gente sente para conversar. Já tive algumas conversas com ele, ele gosta muito da cidade e espero que não venha nenhum time grande fazendo propostas que eu não possa mantê-lo. Mas vou tentar mantê-lo pelo coração e pela aceitação que Florianópolis o recebe e pelo respeito que tem por ele.

Sondagem de outros clubes

– Soubemos de algumas, estamos tentando blindar os atletas e mostrar que entre morar em Florianópolis, que a mulher dele pega o carro e leva no colégio, do que morar no Rio de Janeiro ou São Paulo, que tem que andar de carro blindado, aqui é melhor. Tem que mostrar para eles na hora da renovação.

Jogadores que estão na pauta para renovação

– Já foi conversado com o Renan, Betão, Fábio Sanches, Capa, Luan, e bati um papo pequeno com o Alemão. Mas isso vai depender das condições financeiras do Avaí. Ninguém vai fazer loucura. Esse negócio de que "contrata que a torcida paga" não existe. Temos que ter pé no chão e garantia de salário em dia para permanecer na Série A de 2017 e, em 2018, equilibrar o clube.

Realidade financeira

– Minha cota de TV sai de R$ 2,9 milhões para R$ 30 milhões. Mas só que não se esqueçam que eu peguei um clube com um déficit de R$ 12 milhões ano passado. Dos 30, eu tenho que pagar 12. Não adianta a torcida pensar que com R$ 30 milhões dá para fazer isso ou aquilo. Isso é déficit financeiro de 2015, fora déficits fiscais de anos anteriores, acordos trabalhistas que foram feitos. Não é fácil. Teve torcedor no começo da gestão dizendo que eu era ladrão. Ladrão que vem trabalhar sem receber salário e ainda coloca dinheiro do bolso? Mas tudo bem. Eu os perdoo.

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Foto: Arte / DC


 
 
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