Inglês torcedor do Avaí há 21 anos viaja 55 horas para ver o acesso: "É a minha grande diversão" - Esportes - Hora de Santa Catarina

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Série B19/11/2016 | 14h30Atualizada em 19/11/2016 | 14h30

Inglês torcedor do Avaí há 21 anos viaja 55 horas para ver o acesso: "É a minha grande diversão"

A partir das 13h, toda a movimentação antes do duelo

Inglês torcedor do Avaí há 21 anos viaja 55 horas para ver o acesso: "É a minha grande diversão" André Podiacki / Agência RBS/Agência RBS
Foto: André Podiacki / Agência RBS / Agência RBS
André Podiacki enviado especial a Londrina (PR)
André Podiacki enviado especial a Londrina (PR)

andre.podiacki@diariocatarinense.com.br

A Inglaterra é o país que criou o futebol e é dona da maior liga da modalidade no mundo. A Premier League movimenta milhões e seus times tem torcedores espalhados pelo mundo. Mas existe um inglês que não vê graça nenhuma nas equipes de lá. John David, 50 anos, é fanático pelo Avaí. Há 21 anos ele torce para o Leão e faz questão de acompanhar o time nas partidas fora de casa. 

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Neste ano, ele esteve na Fonte Nova, em Salvador (BA), na derrota para o Bahia e no Municipal de Juiz de Juiz de Fora (MG) contra o Tupi.

– Em Minas eu era o único torcedor na área de visitantes. Eu faço isso muito. Sou faxineiro e ganho salário mínimo, na Inglaterra economizo todo o meu dinheiro para essas viagens – disse John.

A paixão começou há 21 anos. Em um jogo em Caxias do Sul ele conheceu o Leão e nunca mais deixou de seguir.

– Eu não tenho um ídolo. Eu torço pelo clube. Quero sempre o clube grande. E venho nos jogos por causa disso. Eu não vim para cá porque o jogo era importante. Eu comprei minha passagem há três meses. Eu achei que viria para cá ver o time brigar para não cair – completou o gringo.

A torcida avaiana abraça ele, que carrega sempre uma faixa com os dizeres:

– Inglês fanático pelo Avaí, amor desde 1995.

Ele mora em Blackpool, no noroeste da Inglaterra, e diz que sua maior diversão é ver o Avaí jogar. 

– Eu não tenho mulher, filhos. Então essa é a minha grande diversão. Economizo dinheiro para isso. Só tenho uma coisa para reclamar. A CBF fica alterando o horário e os dias dos jogos. Uma vem fui a Goiânia para ver o Avaí e o jogo foi alterado para o dia seguinte por causa da TV. Tive que mudar minha passagem e me arranjar. Gastei mais dinheiro. Sei que eles não vão mudar só porque um gringo vem de longe para ver os jogos, mas poderia ser muito mais organizado – completou John, que obviamente fala português. 

Foto: André Podiacki / Agência RBS

John mora com a mãe e diz que não tinha como ele se casar, afinal, que esposa aceitaria viajar para o Brasil para ver o Avaí?

– Se eu casasse ela iria querer viajar para Espanha, Barcelona. Eu não quero. Eu quero vir ao Brasil para ver o Avaí. Você acha que ela gostaria de vir para Londrina? Assim fica mais fácil – diz. 

Agora ele espera que a viagem de quase 55 horas de Blackpool até Londrina valha a pena:

– A torcida merece muito. Principalmente esses caras que viagem pelo Brasil.

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