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Ajuda29/11/2016 | 15h53Atualizada em 29/11/2016 | 18h11

Socorristas contam como foi resgate das vítimas da Chapecoense

Busca por feridos durou a noite toda perto de Medellín

Socorristas contam como foi resgate das vítimas da Chapecoense Raul ARBOLEDA/STR
Foto: Raul ARBOLEDA / STR
ZH Esportes
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Um dos primeiros socorristas a chegar em Cerro Gordo, local do acidente com o avião da Chapecoense que matou pelo menos 71 pessoas na madrugada desta terça-feira, Santiago Campuzano falou sobre o que viveu ao participar do resgate das vítimas. Entrevistado pelo jornal El Tiempo, de Bogotá, Campuzano disse que Alan Ruschel, um dos jogadores retirados com vida do local, balbuciava frases quando da sua chegada.

— Quando chegamos, nos passaram o primeiro ferido, e fomos nós que o transportamos até mais abaixo. Era Alan Ruschel. Ele falava, em voz baixa: "Minha família... Meus amigos... Onde estão?" — contou o colombiano.

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Voluntário no atendimento às vítimas, Campuzano disse que chegou até o local do acidente sem muitas informações a respeito do que havia acontecido. Junto a um grupo de cinco amigos, ele usou uma caminhonete com tração nas quatro rodas para conseguir ajudar.

— Só sabíamos que havia caído um avião com 81 pessoas. Imaginamos o pior. Depois que levamos Ruschel para baixo, o deixamos com um paramédico, que o manteve estável. Ele disse que o jogador tinha uma fratura na bacia e precisava ser levado com urgência a um centro médico. Fiquei muito assustado, mas satisfeito de ajudar alguém, pois pensamos que estavam todos mortos.

Já Wilfer, outro socorrista que prestou atendimento, disse que nunca viu cena parecida na vida.

— Fui bombeiro por 16 anos e, acreditem, já vi e vivenciei muito neste trabalho. Mas isto aqui é o pior que já vi na minha vida. Você não sabe a magnitude disso tudo. Ver o avião destruído, e os corpos sendo retirados... Tantos corpos retirados. Cada corpo de que me aproximava e verificava estava sem vida — lamentou Wilfer.

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