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Nossa Área26/11/2016 | 13h01Atualizada em 26/11/2016 | 13h01

Softbol pra ver e conhecer

Floripa Ichiban quer tornar Santa Catarina uma referência no esporte, que voltará a ser olímpico em 2020

Softbol pra ver e conhecer Marco Favero/Agencia RBS
Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Quem vê os atletas do Floripa Ichiban treinando arremessos e tacadas pode até pensar que trata-se de uma equipe japonesa. Mas apesar do grande número de jogadores de descendência asiática, são todos brasileiros que se conheceram através da paixão pelo softbol, uma versão mais leve do beisebol.

A equipe já tem 12 anos e é a única a praticar o esporte em Florianópolis. Uma curiosidade: Ichiban é pioneiro em japonês. Eles estão organizando o primeiro campeonato catarinense de softbol, ainda que de forma amadora. E a ambição é grande, tornar SC uma referência no esporte, aproveitando o fato do esporte ter voltado ao programa olímpico, que será justamente em Tóquio.

O campo de treinamento fica escondido atrás da Penitenciária, na Trindade. É lá que o técnico Ricardo Dan Itaya treina a equipe que conquistou o 1º Campeonato Catarinense de beisebol, em setembro. Entre os atletas, está Éverton Ken Tomita, integrante da seleção masculina. Ricardo integra a seleção feminina de softbol, como médico. Há dois anos, viajou para Bogotá, onde a equipe foi campeã sul-americana.

—Mas foi tudo do próprio bolso. Assim como os atletas. Ainda precisamos de incentivo para o esporte crescer— espera o treinador.

O primeiro torneio catarinense de softbol, organizado pelos próprios times, acontece durante a manhã e tarde de sábado no campo da Trindade, com representantes de Florianópolis (Ichiban), Araranguá (UFSC), Brusque (Brewers), Joinville e convidados de Curitiba, já que o Paraná é um grande centro do esporte, devido à forte imigração japonesa. Lá, o softbol é bastante popular.

—No Brasil nós temos a Confederação Brasileira de Beisebol, que possui oito federações estaduais. Em Santa Catarina, esse ano foi criada a liga de beisebol, mas não temos uma que administre o softbol. O campeonato que gente participa é brasileiro aberto interclubes em Londrina, que tem o maior complexo de beisebol do país— explica o coordenador do time, o engenheiro aposentado Francisco Masanori Nakagawara, que é natural de Londrina.


Hermano no time
Não só praticantes de origem japonesa integram o Ichiban. Recentemente o venezuelano Robert Marquina, de 31 anos, passou a defender as cores da equipe. Ele veio para ilha para estudar, e há um ano mora da praia dos Ingleses.

—Na Venezuela tem muita cultura de beisebol. Aqui no time eu lembro muito da minha infância. A equipe está bem estruturada. E Floripa é muito parecida com a cidade onde morava. Agora que tem o time de softbol, então, muito melhor! Vou fazer minha vida aqui— deseja.

Um beisebol mais leve
As regras são basicamente as mesmas do beisebol. O que muda é o tamanho da bola, que é maior, o taco, que é de alumínio ao invés de madeira, o campo, que tem dimensões menores (18m de base), e o tempo do jogo: são sete tempos, e cada jogo tem em média 1h10min.

Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Os times possuem nove jogadores. Quando estão defendendo, todos ficam em campo. Quando atacando, um rebatedor por vez. Após rebater a bola, ele precisa avançar quatro casas para marcar ponto. Já os defensores precisam eliminar três batedores para que o time troque da defesa para o ataque.

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