Controladora de tráfego aéreo da Bolívia diz que foi pressionada a autorizar voo da Chape - Esportes - Hora de Santa Catarina

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Desastre na Colômbia08/12/2016 | 21h31Atualizada em 08/12/2016 | 21h47

Controladora de tráfego aéreo da Bolívia diz que foi pressionada a autorizar voo da Chape

Celia Monasterio fez a revelação em carta publicada pelo jornal El Deber

A boliviana Celia Castedo Monasterio, funcionária de controle de tráfego aéreo da Bolívia, escreveu uma carta em que afirma ter sido pressionada por seus superiores a mudar o relatório em que apontava cinco problemas no plano de voo do avião da LaMia que caiu próximo ao aeroporto de Rio Negro, na Região Metropolitana de Medellín, em 29 de novembro. A carta foi divulgada pelo jornal boliviano El Deber. Celia pediu refúgio no Brasil, onde está desde a última segunda-feira, na cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Bolívia.

Na carta, Celia fala que trabalhou por mais de 30 anos como técnica aeronáutica na Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea da Bolívia (Assana). Ressalta no texto que a Assana presta serviços de trânsito aéreo, meteorologia, comunicações e serviços de combate a incêndio. Nega que fosse sua função autorizar ou impedir a saída de aviões do aeroporto.

Afirma que após o acidente, ainda na manhã de 29 de novembro, foi pressionada por seus superiores para que mudasse as informações que tinha colocado no relatório interno, de 28 de novembro, e que apontavam as observações no plano de voo da aeronave – que poderiam ter impedido que o avião decolasse. Celia diz que a principal falha percebida por ela foi a autonomia do voo, praticamente igual ao tempo de voo de Santa Cruz de laSierra até Medellín.

A boliviana reforça que expôs três vezes ao despachante da LaMia, Miguel Quispe, um dos mortos no acidente, que ele considerasse suas observações. Isso ocorreu, segundo ela, pela última vez 20 minutos antes de o avião decolar e que o despachante, a pedido do comandante da aeronave, Manuel Quiroga, se mostrou intransigente, dizendo que o combustível da aeronave seria suficiente para chegar a Medellín.

Celia diz que sua assinatura no plano de voo significa que ela recebeu o documento, mas não quer dizer que ela aprovou o voo. Isso, afirma, seria responsabilidade da Direção Geral de Aviação Civil (DGAC) da Bolívia, que teria a missão de autorizar a saída de voos regulares internacionais.

Afastada da Assana desde o dia seguinte ao acidente que matou 71 pessoas, Celia fala que pediu refugio no Brasil porque foi pressionada pelo diretor da Assana e que teve seus direitos de defesa violados na Bolívia.

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