Tainá Hinckel, da Guarda do Embaú, se prepara para disputar Mundial Junior de surfe - Esportes - Hora de Santa Catarina

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NA AUSTRÁLIA15/12/2016 | 08h02Atualizada em 15/12/2016 | 16h45

Tainá Hinckel, da Guarda do Embaú, se prepara para disputar Mundial Junior de surfe

Atual campeã Sul-Americana, surfista de 13 anos pode trazer título para Santa Catarina em janeiro

Tainá Hinckel, da Guarda do Embaú, se prepara para disputar Mundial Junior de surfe Marco Favero/Agencia RBS
Adolescente irá competir com surfistas até 5 anos mais velhas do que ela na cidade de Kiama Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Enquanto Tainá rema pelo Rio da Madre, na Guarda do Embaú, para chegar até o mar e treinar pesado focando no Mundial Pro Junior, que acontece em janeiro na Austrália, o pai, Carlos Santos, ou Carlos Kxot, trilha até a praia do Evori, de onde tem uma vista privilegiada para acompanhar mais um dia manobras da filha.

— Esse treinamento eu venho acompanhando direto com ela dentro d'água. Agora eu estava analisando o funcionamento da prancha dela. Mas sem muita pressão pelo fato de ela ser bem nova — explica o pai e treinador, que já foi surfista profissional e hoje trabalha de shaper na praia mais famosa de Palhoça.

A menina de longos cabelos cacheados dourados pelo sol e um sorriso largo de quem vive dentro d'água tem o surf no sangue. Além do pai, o irmão, Wayan Hinckel, já competiu no Pro Junior e no profissional brasileiro. Tainá está com 13 anos, mas já tem metade da vida sobre a prancha: começou aos seis. Dois anos depois estava competindo, inclusive contra os garotos, já que os campeonatos femininos ainda eram escassos. Passou a ser patrocinada, e o surfe levou a adolescente a conhecer praias do Havaí e Indonésia, além de algumas viagens pelo Nordeste, São Paulo e Rio de Janeiro.

Esse ano, foi campeã brasileira Sub 18 em Itamambuca (SP), pelo novo circuíto brasileiro de surf feminino. Em 2015, conquistou o 1º lugar na categoria Sub 12 em Ubatuba. Recentemente, a menina foi procurada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para participar de eventos em fevereiro de 2017, similares aos Olimpíada de 2020, em Tóquio, quando o surfe estará na programação.

Mas a maior conquista até aqui foi em maio, quando venceu Sul-Americano Pro Jr em San Bartolo, no Peru. A catarinense levou a melhor do início ao fim e bateu todos os recordes da competição. O título deu a vaga para a surfista representar o Brasil e a América Latina no Mundial na Austrália.

— A minha expectativa é de pegar altas ondas, querendo ou não eu quero me divertir, porque ainda sou muito nova, uma das mais novas a conseguir essa classificação para o Mundial Pro Junior, então eu quero fazer o meu melhor e se possível conseguir um bom resultado para esse evento — espera a atleta que irá competir com meninas até 5 anos mais velhas que ela.

Carlos Kxot conta que a rotina da filha é colégio e surfe. O esporte é a brincadeira dela. Tainá tem acompanhamento da nutricionista e preparador físico. O pai vai viajar junto para a Austrália.

— Era um sonho que eu tinha quando mais novo, de viajar para competir, e agora realizo com ela — revela o treinador.

O pai, Carlos Kxot, ex-surfista profissional e shaper, faz a primeira prancha personalizada para Tainá Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Mais um título mundial para a Guarda

A trip começa nesta quinta-feira (14). Antes da viagem para a Oceania, Tainá e Kxot vão passar duas semanas no Havaí, onde têm compromisso com o OFF, canal fechado de esportes radiciais. Depois seguem para a terra. Provavelmente passarão o Réveillon dentro do avião.

Tainá tem como referência no esporte o surfista Ricardo Santos, o Ricardinho, morto no ano passado por um então policial militar. O atleta sempre foi uma referência para as crianças da Guarda que se aventuravam sobre a prancha. Ele também era um grande incetivador da campanha para transformar a praia em Reserva Mundial do Surfe, a primeira no Brasil. No começo do mês, a Guarda conquistou a distinção. Por isso, a menina quer trazer mais um título mundial à comunidade e promete dedicá-lo ao ídolo no esporte.

O palco da batalha será em Kiama, cidade a 120 Km de Sydney. A decisão dos títulos masculino e feminino acontece entre os 4 a 13 de janeiro.

Foto: Marco Favero / Agencia RBS

No masculino, Mateus Herdy tenta manter título em SC

Pode-se dizer que Santa Catarina já possui o título de campeão mundial de surfe Pro Junior. Esse ano, o carioca radicado em Florianópolis Lucas Silveira conquistou o campeonato na categoria, disputado Portugal. E quem vai tentar manter a conquista no Estado é o manezinho da Ilha Mateus Herdy, de 15 anos. Morador da Joaquina, o adolescente foi destaque durante o Hang Loose Pro Contest 30 anos, quando disputou uma bateria - e passou – junto do campeão mundial Gabriel Medina.

 

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