Um mês depois da tragédia, a Arena Condá quer reaprender a sorrir - Esportes - Hora de Santa Catarina

Um mês do acidente29/12/2016 | 04h10Atualizada em 29/12/2016 | 10h14

Um mês depois da tragédia, a Arena Condá quer reaprender a sorrir

Nesta semana, clube começou a arrumar o gramado do estádio, danificado por causa do velório de 50 das 71 vítimas do acidente aéreo

Um mês depois da tragédia, a Arena Condá quer reaprender a sorrir Márcio Cunha/Especial
Foto: Márcio Cunha / Especial
darci debona

A imagem de 50 dos 71 caixões das vítimas do acidente aéreo com a delegação da Chapecoense está viva na memória de todos que assistiram ao velório na Arena Condá. O sentimento de tristeza ainda paira no ar de Chapecó e, especialmente, do estádio. Mas, pouco a pouco, vai sendo substituído pela bravura e pela coragem de viver o dia de amanhã e homenagear os que se foram. Nesta semana, começou a ser recolocada parte do gramado que ficou danificada pela passagem dos caixões. É neste palco que o Verdão quer voltar a seguir firme em busca de seus sonhos.

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Enquanto o clube e a cidade tentam se reconstruir, Antonio Lorenzi, o Chiquinho, prepara a grama para a volta do time, prevista para o dia 25 de janeiro, contra o Joinville, pela Primeira Liga. Mas não serão os mesmos jogadores. Para o funcionário do Verdão, a sensação é de que aquele time vencedor está curtindo suas férias e que uma hora ou outra vai voltar.

– Eu, vendo os passarinhos no gramado, tenho a sensação que são eles que estão treinando – imaginou.

Na Arena Condá não há mais o memorial. No entanto, a visitação ao local, mesmo sem jogo ou treino, é intensa.

A maioria dos visitantes é de moradores de outras cidades, que estão em férias na região. Genor Zanluchi, que é de Seara, na Região Oeste, mas há 20 anos mora em Balneário Camboriú, foi até lá para visitar o palco onde viveu grandes alegrias. Fez uma selfie e comprou uma camisa nova. Deixou o estádio lamentando que, no momento, exista uma torcida, mas não tenha um time.

– Está bem diferente, a alegria está muito abaixo. Não vi quase ninguém na rua, só as bandeiras e homenagens nos prédios - observou.

Claro que nesta época, naturalmente, Chapecó é mais vazia, pois muitos saem da cidade para passar as festas de fim de ano no litoral, balneários ou casas de parentes. Mas, neste ano, a sensação é ainda maior.

– Para a gente que acompanhava o dia a dia do clube, dá uma emoção diferente, um sentimento de vazio – afirmou Lenoir Signori, um dos 50 primeiros sócios do clube.

As mensagens de "Força, Chape" continuam nos muros, nos carros, nas sacadas. Ainda vai demorar um pouco para que o "Vamo, Vamo, Chape" volte a ecoar na Arena Condá com o mesmo entusiasmo. Mas o gramado, este sim, vai estar pronto para novas alegrias.

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