Departamento de futebol da Chapecoense quer alternativa para paralisação de jogos em homenagens às vítimas - Esportes - Hora de Santa Catarina

Impasse30/01/2017 | 13h14Atualizada em 30/01/2017 | 13h16

Departamento de futebol da Chapecoense quer alternativa para paralisação de jogos em homenagens às vítimas

Técnico Vagner Mancini e diretor de futebol Rui Costa temem que interrupção das partidas possam atrapalhar time em algum momento

Departamento de futebol da Chapecoense quer alternativa para paralisação de jogos em homenagens às vítimas Sirili Freitas/Especial
Treinador Mancini vê parada aos 71 minutos como algo que prejudica parte técnica Foto: Sirili Freitas / Especial
Luiz Barp - especial

Desde que a Chapecoense voltou a jogar neste ano, homenagens estão ocorrendo aos 71 minutos do tempo corrido em cada partida. Em memória às vítimas do acidente aéreo na Colômbia, o torcedor ecoou o canto de "Vamo vamo, Chape" e bateu palmas tanto no amistoso contra o Palmeiras quanto nos jogos oficiais contra o Joinville e Inter de Lages.

O departamento de futebol, contudo, agora já mostra preocupação com relação aos tributos. O motivo é que, assim como no amistoso, na primeira partida do Catarinense o árbitro parou a partida durante as homenagens, atitude que, posteriormente, poderia atrapalhar o clube.

- Quando você paralisa, você vai buscar uma informação de homenagem, pode ter uma participação emocional na partida, o que para nós pode não ser interessante naquele momento no jogo - disse o técnico da Chapecoense, Vagner Mancini, logo após a vitória sobre o Inter de Lages no domingo.

Ainda segundo técnico, a preocupação não significa um desrespeito aos que partiram, mas leva em consideração o aspecto profissional do time, que agora precisa pensar nas competições que disputa.

- Nós estamos aqui tentando fazer um melhor trabalho para sempre homenagear aqueles que aqui estavam, mas a vida tem que continuar. Nós temos que brigar dentro de campo por um bom futebol – complementou.

O diretor executivo de futebol do Verdão, Rui Costa, defendeu o posicionamento do treinador e complementou:

- Tomara que essas homenagens persistam durante todos os jogos, o que se discute é a paralisação do jogo. Hoje [domingo] estamos vencendo a partida, havia uma situação que nos era favorável, mas haverá jogos em que uma paralisação de 30 segundos, 1 minuto, pode até beneficiar o adversário, pode desmobilizar a própria torcida – disse Rui.

O diretor ressalta, ainda, que não quer que o torcedor pare de homenagear às 71 vítimas e, inclusive, deseja que se torne uma marca do clube. Buscando sempre a vitória, eles esperam discutir a medida com a diretoria do Verdão, para que se possa chegar a uma definição.

- No jogo de quinta-feira [contra o JEC pela Primeira Liga] o jogo não foi paralisado, hoje [domingo, contra o Inter de Lages] ele foi paralisado. Temos que entender que, de uma forma simples, não haja uma interrupção na partida – concluiu Mancini.

 
 
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