Organização é o mantra de Deivid no comando do Criciúma - Esportes - Hora de Santa Catarina

Especial treinadores11/01/2017 | 06h32Atualizada em 11/01/2017 | 06h32

Organização é o mantra de Deivid no comando do Criciúma

Inspirado em Luis Aragonés, técnico vencedor pela Fúria Espanhola, novo comandante do Tigre quer montar uma equipe ofensiva

Organização é o mantra de Deivid no comando do Criciúma Caio Marcelo/Especial
Inspirado em Luis Aragonés, novo comandante do Tigre quer montar uma equipe ofensiva Foto: Caio Marcelo / Especial

Depois de um ano de "quase" no Catarinense, no qual o Criciúma terminou em terceiro lugar, a intenção é fazer um 2017 diferente. Sob o comando do técnico Deivid, 37 anos, o Tigre deve adotar a postura do novo treinador, que gosta de um time organizado, ofensivo e que valorize a posse de bola. O Criciúma ainda está tímido em relação às contratações, anunciou somente dois reforços, e aposta na manutenção de pelo menos 80% do time do ano passado, além de quatro garotos da base e dois atletas que voltam após empréstimo. 

Até o primeiro desafio do estadual, no clássico diante do Avaí no dia 29, Deivid espera a chegada de novos jogadores para completar o elenco. Ousado, ele acredita que os atletas já compraram a ideia de um novo padrão de jogo, e que o Criciúma tem o que é preciso para alçar voos maiores.


O Criciúma vem ambicioso para o Catarinense, falando em título. É possível?

Nós temos que ter ambição em qualquer segmento em que a gente trabalha. O Criciúma tem que entrar na competição para ganhar, se não eu não estaria aqui. Desde o momento que vim para cá, falei para o presidente que acabou, o que foi daqui para trás não interessa, quero ver daqui a para a frente. Nós temos que criar uma mentalidade vencedora. A gente com toda essa estrutura tem que jogar as competições de alto nível, que te dão prestígio, Libertadores, Sul-Americana, Copa do Brasil, Brasileiro, em alto nível, chegar para disputar, para ganhar, não somente para competir. 

Até o momento, o Tigre anunciou poucos reforços. Precisa chegar mais gente?

Eu já conhecia bem o elenco pois joguei contra no ano passado (quando era técnico do Cruzeiro, pela Primeira Liga), e eu já vinha acompanhando. A gente que é treinador tem que estar de olho no mercado. Claro que a gente precisa de reforços: um lateral-direito, um lateral-esquerdo, um meia, um atacante, mais um volante, mas eu não quero trazer por trazer. Tem que vir quem faça a diferença. Jogadores pontuais e que coloquem a camisa e joguem, que esse vai ser um ano para sair da mesmice. A gente tem que chegar na Primeira Divisão, na final do Catarinense, vai ser o ano que a gente vai chegar longe na Copa do Brasil. O Juventude chegou na semifinal, a Chapecoense chegou na final da Sul-Americana e a gente não pode? 

O time manteve a maioria dos atletas do ano passado, isso ajuda?

Conheço 95% do elenco. Barreto eu já vinha acompanhando, o Dodi fez um ano de 2016 muito bom, Marlon é jogador de Seleção, Giaretta acostumado a jogar em time grande, Ferron também, Ianson subiu da base, mas tem muita qualidade. A gente conhece o grupo, pois já vinha acompanhando, isso me facilita. Agora é colocar tudo em prática, trazer os jogadores nas posições que necessitamos e tentar encaixar o mais rápido possível.

Como vai ser a cara do teu Criciúma?

Eu tenho meu conceito e convicção naquilo que eu acho que é o futebol. Perde, mas jogando para frente. Não quero que perca jogando para trás. A gente tem um padrão de jogar em cima do time adversário em casa e, quando é fora, sai jogando atrás. Ai você toma um gol e sai para marcar. A gente tem que ter uma plataforma de jogo independente se está jogando fora ou em casa. Contra time grande ou pequeno, é do mesmo jeito. Eu gosto de valorizar a bola.

Além da atitude ofensiva, o Criciúma tem mais alguma arma?

Tem que ter variações. Hoje, quando se fala no sistema 4-3-3, nem sempre termina o jogo assim, termina no 3-4-3, 4-2-3-1, 4-4-2. Então, depende de cada adversário e do momento do jogo. Acho que você tem que ter o plano B, sai com o plano A, mas, caso seja surpreendido, consegue mudar com as peças que estão em campo.

Algum treinador te inspira?

Eu me inspiro muito no Aragonés (Luis Aragonés), que foi um cara que revolucionou o futebol espanhol, que eu tive a felicidade de trabalhar junto no Fenerbahce, e da forma como ele tinha convicção no jogo dele, da posse da bola, valorizando sempre o passe. Outros foram o Vanderlei (Luxemburgo) e o Mano (Menezes). Claro que cada um tem a sua maneira diferente, sua metodologia de treino diferente, conceitos, mas o jeito de comandar me inspira.

O que o torcedor pode esperar?

Um Deivid vitorioso, que está acostumado a ganhar, um Deivid que cobra muito intensidade, dinâmica, um Deivid que cobra padrão de jogo, posso jogar mal ou bem, mas o time tem que ter organização.

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