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Estilo de jogo11/01/2017 | 07h15Atualizada em 11/01/2017 | 07h15

Técnico estreante, Fabinho arma o JEC para ter a posse de bola

Treinador do Joinville diz ver Tite como referência e inspiração

Técnico estreante, Fabinho arma o JEC para ter a posse de bola Maykon Lammerhirt/Agencia RBS
Ex-técnico do sub-20 do Joinville, Fabinho Santos ganhará uma chance para comandar o profissional Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

O sucesso recente de Tite à frente da Seleção Brasileira tem inspirado jovens treinadores a praticarem o mesmo modelo de jogo em suas equipes. E este é o grande objetivo de Fabinho Santos, técnico do Joinville. Promovido à equipe profissional no fim do ano passado, ele terá a missão de resgatar a alegria do torcedor tricolor, abalado pelos dois rebaixamentos nas últimas temporadas.

Para atingir a meta já no Catarinense, Fabinho quer o JEC valorizando a posse de bola, assim como faz a Seleção de Tite. Segundo ele, esta característica pode ser um diferencial para o grupo composto por atletas da base, e nomes experientes, como o veterano Lúcio Flávio, de 38 anos.

Além do modelo de jogo, Fabinho que extrair dos jogadores o máximo de potencial, assim como fez Tite no Corinthians, quando conquistou títulos importantes com elencos formados por vários atletas renegados.

– Eu sempre gostei da maneira como ele trata o atleta. O Tite tem a capacidade de, numa conversa, tirar um pouco mais do jogador – analisa.

Se a fórmula de Tite funcionar à frente do JEC de Fabinho Santos, o sergipano de 43 anos terá atingido o desafio que estabeleceu como meta na atual temporada.

– Como treinador, gostaria muito que a gente voltasse a apresentar um futebol bonito que, no final, a gente pudesse realmente vencer os jogos. O torcedor precisa disso, ver um bom jogo. E eu quero trazer alegria novamente ao torcedor do Joinville.

Qual será a característica do JEC comandado pelo Fabinho?
Nós temos dado muita ênfase na questão de valorizar a posse da bola, talvez seja uma característica interessante. A gente espera que isso realmente faça diferença nos nossos jogos, que a gente consiga ficar com a bola, mas sem perder a agressividade.

Qual é a equipe ou o técnico que te serve como referência?
Eu gosto muito da maneira como o Tite trabalha. Acho que todos nós treinadores temos ele como um espelho, uma referência positiva, mas bem antes de sucesso, eu sempre gostei da maneira como ele trata o atleta. O Tite tem a capacidade de, numa conversa, tirar um pouco mais do atleta.

Como reconquistar o torcedor do JEC depois de duas temporadas tão ruins?
É um grande desafio. Como treinador, gostaria muito que a gente voltasse a apresentar um futebol bonito que, no final, a gente pudesse realmente vencer os jogos. O torcedor precisa disso, ver um bom jogo.

Você teme arranhar a carreira vitoriosa no clube num cargo tão desafiador?
É um risco, né? Ainda mais neste novo cargo. Em alguns casos, você não tem o tempo necessário para que as coisas aconteçam como você gostaria. Às vezes, no futebol, como jogador, você tem esse tempo. Espero ter o tempo necessário para mostrar aquilo que a gente quer e aquilo que a gente acredita no futebol.

O JEC contratou 11 jogadores. Qual é a avaliação dos reforços?
Estou feliz com as contratações. A gente precisa entender a realidade que estamos vivendo. Acho que o clube conseguiu alguns atletas interessantes e mesclar a experiência e a conduta destes atletas com os jovens será muito interessante. Se conseguirmos dar o nosso melhor dentro de campo, as coisas vão acontecer.

Jogadores do JEC têm divulgado fotos em que mostram grande união neste começo de temporada. Este poderá ser o diferencial da equipe?
Se conseguirmos manter esta união até o final, vamos ter grandes alegrias. São as vitórias que valorizam esta união do grupo, mas, para elas acontecerem, é preciso entender como somos importantes um para o outro.

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