Único jornalista sobrevivente da tragédia na Colômbia, Rafael Henzel volta ao trabalho em Chapecó - Esportes - Hora de Santa Catarina

Vida segue09/01/2017 | 11h49Atualizada em 09/01/2017 | 16h51

Único jornalista sobrevivente da tragédia na Colômbia, Rafael Henzel volta ao trabalho em Chapecó

Manhã desta segunda foi marcada por mensagens de apoio de ouvintes

Único jornalista sobrevivente da tragédia na Colômbia, Rafael Henzel volta ao trabalho em Chapecó Luiz Barp/Especial
Foto: Luiz Barp / Especial
Luiz Barp e Especial

Foram 41 dias entre o acidente aéreo com o avião da Chapecoense e o retorno de Rafael Henzel ao seu programa de rádio matinal em Chapecó. A manhã desta segunda-feira marcou o renascimento profissional do jornalista e radialista que, ao longo das 4 horas de programa, recebeu milhares de mensagens de apoio dos seus ouvintes.

Rafael é um dos quatro brasileiros que sobreviveram à tragédia na Colômbia, no mês de novembro, e o único jornalista. Além dele, também se recuperam o lateral Alan Ruschel, o zagueiro Neto e o goleiro Jackson Follmann.

— Desde que eu saí da UTI já planejava o meu retorno ao rádio. No começo achava que voltaria antes, mas depois, quando fui percebendo a gravidade do acidente, percebi que demoraria um pouco mais. 

Além da saudade que sentia do estúdio, o jornalista conta que sua volta é uma obrigação com os que torciam pela sua recuperação desde o acidente. As redes sociais do jornalista são um indicativo disso: os seguidores de Rafael no Facebook, por exemplo, passaram de 40 para 150 mil desde a queda do avião da LaMia.

— As pessoas viraram parte da família, elas oraram e pediram pela minha recuperação. Minha volta é uma forma de agradecer por todas as mensagens de carinho que venho recebido, diz.

Foto: Luiz Barp / Especial

Sem perder o tom crítico aliado com o bom humor, marca registrada do seu programa, o jornalista falou de assuntos policiais, problemas comunitários, leu algumas mensagens de boas vindas e, inevitavelmente, não fugiu do acidente que marcou sua vida e a cidade de Chapecó. A expectativa, agora, é por narrar um jogo do Verdão. No futuro, espera comemorar as conquistas dos outros sobreviventes.

— Quando eu estava no hospital, visitei o Neto e o Alan Ruschel e disse que eu ainda iria narrar um jogo deles, relata esperançoso. A recuperação ainda vem ocorrendo. 

As costelas de Rafael não estão 100% cicatrizadas e ele ainda aguarda a retirada de uma tala em um dos pés. A sensação de estar vivo e retomando sua rotina, contudo, são o maior presente que o profissional recebeu até hoje.  

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