Com dívidas do ano passado, Bolsa Atleta de Florianópolis é uma indefinição - Esportes - Hora de Santa Catarina

Esporte10/02/2017 | 08h05Atualizada em 10/02/2017 | 14h53

Com dívidas do ano passado, Bolsa Atleta de Florianópolis é uma indefinição

Tem atletas com até seis meses de parcelas atrasadas, e o edital para o benefício deste ano ainda não saiu

Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

O coronel Márcio Alves, novo secretário de Esporte e Cultura de Florianópolis, tem apenas três dias de trabalho, mas uma bomba já está na mão dele. Mais de 180 atletas, paratletas e treinadores de 19 modalidades diferentes aguardam o edital do bolsa atleta de 2017, que deveria ter saído no final do ano passado. E para agravar a situação, muitos desses atletas estão com parcelas do convênio do ano passado atrasadas. Em alguns casos, há mais de seis meses.

Militar reformado da PM, Marcio Luiz Alves tem origem no ciclismo e atletismo. Foi da seleção catarinense e campeão dos Jogos Abertos. Fundou e presidiu a Associação Pedal da Grande Florianópolis, justamente uma das entidades que está com repasses do ano passado atrasadas. Por isso, sabe o prejuízo que essa situação causa.

— Como que eu vou fechar o orçamento desse ano? Isso nós não sabemos. Estamos com um grande passivo do convênio do ano passado que ainda precisamos calcular. Nos próximos dias, vamos começar a chamar os dirigentes para que eles também nos apresentem os débitos — informa.

O secretário desmente qualquer rumor de que o bolsa atleta de 2017 será cancelado. Conforme o coronel Márcio, ainda não foi feita qualquer reunião sobre o benefício para este ano.

—  Nada impede a gente de fazermos parcerias com atletas e entidades. Nossa intenção é buscar recursos junto ao Governo Federal, e sabemos que há essa disponibilidade. O prefeito Gean me solicitou que entrasse em contato com o Ministério do Esporte e a Secretaria Nacional de Juventude.

Para natação, até agora nada

Por ser formador de atletas que representam Florianópolis nos campeonatos de natação do Estado, Vinícius Becker foi contemplado com o bolsa atleta. Mas está com quatro parcelas atrasadas. Ele treina 45 atletas no Lira Tenis Clube. Cinco deles também deveriam receber o benefício.

—  Os atletas dependem desse dinheiro, não só para pagar as contas, mas também para compra de equipamentos, cursos de aprimoramento, alimentação. Sem o benefício, eles acabam ficando para trás.

Um dos alunos do Vinícius é o estudante Pedro Henrique Felisbino, de 16 anos. Das sete parcelas do convênio dele, cada uma é R$ 600, recebeu apenas três. O adolescente, campeão sulbrasileiro e recordista catarinense nos 100 e 200 metros costas juvenil, não sabe se vai seguir profissionalmente no esporte por causa da falta de incentivo.

—  Não temos resposta da Fundação Municipal de Esportes. Eu acho difícil que venha essa verba, mal tem dinheiro para pagar o servidor — desacredita.

O coronel Márcio Alves garante que na sua gestão manterá o diálogo sempre aberto com atletas e entidades esportivas. Diz que pretende administrar o esporte e a cultura junto com as comunidades.

— O que nos queremos fazer é levar o esporte para os bairros mais carentes de Florianópolis. No meu primeiro campeonato de ciclismo, eu competi com uma bicicleta emprestada, e isso mudou a minha vida. Quero que os jovens de hoje também tenham oportunidades, como eu tive — lembra o coronel.

Leia mais:

Atrasos na Fundação de Esportes de Florianópolis comprometem futuro de atletas e projetos sociais 

 
 

Siga Hora no Twitter

  • horasc

    horasc

    Hora de SCQuase 200 mil empresas devem o FGTS de seus funcionários e ex-funcionários https://t.co/F136Xego9Lhá 3 horas Retweet
  • horasc

    horasc

    Hora de SCAssociação de praças comemora ampliação de efetivo na PM, mas faz alerta https://t.co/iFVinxT9NDhá 3 horas Retweet
Hora de Santa Catarina
Busca
clicRBS
Nova busca - outros