Comércio próximo ao estádio Augusto Bauer fecha as portas para partida ente Brusque e Corinthians - Esportes - Hora de Santa Catarina

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Copa do Brasil01/03/2017 | 10h29

Comércio próximo ao estádio Augusto Bauer fecha as portas para partida ente Brusque e Corinthians

Horário do jogo e receio de tumultos entre torcidas contribui para menos lojas e mais ambulantes

Comércio próximo ao estádio Augusto Bauer fecha as portas para partida ente Brusque e Corinthians Patrick Rodrigues/Agencia RBS
Gertrudes tem aproveitado os últimos dias para vender bandeiras dos times Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS

A partida entre Brusque e Corinthians hoje vai mudar completamente a rotina nos arredores do Estádio Augusto Bauer. A promessa de casa cheia e a possível animosidade entre as duas torcidas reforçam o alerta para os envolvidos no esquema de segurança e também motiva muitos donos de estabelecimentos nas ruas próximas a mudarem os horários e até fecharem as portas.

Serviços, principalmente de alimentação, ficarão a cargo de ambulantes. Como a partida está marcada para iniciar às 21h45min e o horário de muitas das lojas vai até 19h ou 20h, a maior parte dos comércios próximos ao campo já estariam fechados. Mas até locais que costumam funcionar como ponto de encontro antes dos jogos, como o posto de combustíveis em frente ao portão do Augusto Bauer, na Rua Lauro Muller, desta vez fechará as portas antes da chegada das torcidas.

– Como a rua principal (Lauro Müller) vai estar fechada, já perco o movimento de carros para abastecer. Além disso, como é esperado um grande volume de torcedores é difícil ter estrutura para conseguir trabalhar e atender no horário do jogo – explica o gerente Guilherme Zirke Junior, que não esconde que fatores como segurança dos funcionários também influenciaram na decisão.

O posto deve fechar a partir das 17h30min. Gilmar Klabunde é proprietário de duas farmácias próximas ao estádio. Uma delas deve fechar no horário normal, às 20h, mas na outra, que funciona 24h, a recomendação é para ficar atento ao movimento de saída do estádio. O temor de possíveis tumultos em volta do estádio existe.

– Pode acontecer alguma confusão ou pode dar tudo certo, porque tem gente boa e ruim dos dois lados – diz.

O brechó de Gertrudes da Rosa, a dona Coca, fica ao lado do estádio e nos últimos dias tem vendido bandeiras tanto de Brusque quanto de Corinthians. Um termômetro da ansiedade da torcida para o jogo. Ela vai chavear as portas por volta das 18h, como todos os dias. De lá, irá para a igreja e só deve assistir ao finalzinho do jogo, já em casa, com o marido, pela TV.

Há pouco mais de um mês na cidade, Arnaldo Júnior manterá o café que administra do lado da ponte estaiada aberto ao menos até 22h, na expectativa de faturar um pouco mais com o movimento extra por lanches.

Dono de um bar também em frente ao estádio, Carlos Roberto Krieger, o Ciço, pretende manter as portas abertas para atender o torcedor. Mas isso só se não houver restrição por parte da PM. Nesse caso deverá trocar as garrafas de vidro pelas latas de alumínio para a venda de bebidas. Na parede do bar, pôsteres de Internacional, Novo Hamburgo, Criciúma e Carlos Renaux resistem ao tempo e aumentam a atmosfera futebolística do local. Se tem lugar para o time do Brusque na parede?

– Se ganhar do Corinthians, merece mesmo – adianta Ciço.

JORNAL DE SANTA CATARINA

 
 
 

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