Saiba como se preparou o Zulia e como está o clima na Venezuela para receber a Chapecoense - Esportes - Hora de Santa Catarina

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Libertadores06/03/2017 | 15h38Atualizada em 06/03/2017 | 15h59

Saiba como se preparou o Zulia e como está o clima na Venezuela para receber a Chapecoense

Jornalista Cristina Villalobos, de Maracaibo, fala sobre os reforços da equipe local e sobre o ambiente para a estreia dos times na competição

Saiba como se preparou o Zulia e como está o clima na Venezuela para receber a Chapecoense Iván Ocando/Versión Final
Juan Arango foi o principal reforço do Zulia para a Libertadores Foto: Iván Ocando / Versión Final

Às vésperas da estreia da Chapecoense na Libertadores, ainda existem muitas interrogações sobre o primeiro rival do clube catarinense na competição. Assim como o Verdão do Oeste, o Zulia se prepara para a sua primeira participação no torneio internacional. As duas equipes se enfrentam às 21h45min desta terça-feira, em Maracaibo, na Venezuela.

Para conhecer um pouco mais sobre o rival da Chape, o Diário Catarinense conversou com quem acompanha de perto o dia a dia do Zulia. A jornalista Cristina Villalobos, do jornal Versión Final, respondeu às perguntas da reportagem e avisou: é bom não subestimar o time venezuelano.

A equipe mudou de treinador recentemente e se reforçou bem para a disputa da competição. O ponto forte está no meio de campo, com jogadores tarimbados. Mas o setor ofensivo é o que enche o torcedor de esperança, já que o time marcou 12 gols em cinco partidas no início do campeonato nacional. Confira o bate-papo com a jornalista.

Foto: Cristina Villalobos / Arquivo Pessoal

DC: Como foi a preparação do Zulia? Contrataram reforços?
Cristina Villalobos: O Zulia FC mudou de treinador e se reforçou com jogadores de luxo para enfrentar a Libertadores. O time comandado por Daniel Farias (irmão de Cesar Farias, ex-técnico da seleção venezuelana) se prepara para a sua primeira partida internacional com longas horas de treinamento, aprimorando detalhes em todos os setores para enfrentar a Chapecoense. Apesar do curto tempo dos jogadores juntos, é um time que não pode ser subestimado.

"O petroleiro" (como também é conhecido o clube) conta com Renny Vega, goleiro com uma vasta experiência em ligas da América do Sul e na seleção venezuelana. Na defesa tem Edixon Cuevas, um veterano que tem muitos minutos na Libertadores com pelo menos três clubes diferentes, além do marfinense Hervé Kambou, que deixou uma boa impressão, parecendo um muro impenetrável à frente da área.

O meio-campo consolidado ganhou o reforço do "canhoto de ouro" Juan Arango, eterno capitão da seleção venezuelana, e da "pérola" Orozco, dois jogadores que atuaram no futebol dos Estados Unidos, sendo destaques em 2016.

Você acha que Zulia pode surpreender em sua primeira Libertadores?
Villalobos: Sim. O Zulia ocupa o sexto lugar na classificação geral do Apertura (primeiro turno do campeonato nacional), apesar de ter tropeçado no começo. O time tem um ataque perigoso (com 12 gols em cinco jogos no Apertura), o que permite imaginar a equipe na próxima fase da Libertadores.

Quem são os destaque do time venezuelano?
Villalobos: O plantel do Zulia tem grandes jogadores e nomes reconhecidos, mas seu forte também é a experiência dos jogadores mais jovens. Seria fácil citar Juan Arango como destaque, pois é o melhor futebolista da história da Venezuela, mas Yohandry Orozco ganhou as honras como um dos jogadores mais criativos da região, assim como Jefferson Savarino, que tem características similares a Orozco, mas com uma marca mais goleadora (fez quatro gols em cinco partidas em 2017).

Como está o clima de Maracaibo para receber a Chapecoense?
Villalobos: Maracaibo, conhecida como "Terra amada pelo sol", por causa das altas temperaturas durante o ano, tem um ambiente bom para receber a Chapecoense. A torcida zuliana é uma das mais difíceis do futebol nacional, mesmo que não se destaque por confusões ou violência, mas pelo abuso de xingamentos que incomodam ao próprio time e aos visitantes.

O povo marabino (de Maracaibo) se sentiu muito aflito com o que ocorreu com o voo da Chapecoense em novembro, por isso não deve se estranhar se for ouvido um estrondoso "Vamos, Chape", pelo menos no início da partida. Durante o jogo, o coração zuliano pode se ver dividido entre o regionalismo e o sentimentalismo que se desperta por ver uma equipe que, como uma fênix, renasce das cinzas.

Quem você vê como favorito para este jogo?
Villalobos: É difícil pensar em um favorito para o jogo entre Chapecoense e Zulia. Será uma partida decidida pelas filosofias de jogo, especialmente pelo estilo brasileiro, que quase sempre deixa um sabor amargo na boca dos rivais. Mesmo que tenha uma equipe recém-estruturada, a Chape é respeitada pelo Zulia, pois eles sabem que o time brasileiro quer continuar o legado daqueles que se foram.

Como os venezuelanos veem a Chapecoense?
Villalobos: Na visão do venezuelano, a Chapecoense aterriza em solo zuliano como uma inspiração celestial. A percepção da Chapecoense é de se tratar de um clube tranquilo, mas com um espírito aguerrido e que quer continuar o legado daqueles que vestiam a camisa do "Furacão do Oeste" em novembro.

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