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Na lanterna29/01/2018 | 14h54Atualizada em 29/01/2018 | 15h53

Lisca pede demissão e Criciúma fica sem técnico

Treinador entrega o cargo e diretoria tricolor aceita saída do treinador

Lisca pede demissão e Criciúma fica sem técnico CAIO MARCELO/Especial
Foto: CAIO MARCELO / Especial

Lisca não é mais técnico do Criciúma. Na tarde desta segunda-feira, foi confirmada a saída do treinador. Depois da derrota por 3 a 0 para o Tubarão, no último domingo, ele entregou o cargo à diretoria, que aceitou a saída depois de apenas quatro partidas do profissional no comando da equipe, todas no Campeonato Catarinense 2018

– O Lisca nos procurou e colocou o cargo à disposição. Conversamos, ontem (domingo), depois do jogo para tentar demovê-lo da ideia. Tivemos mais uma conversa hoje (segunda), mas não teve jeito de fazê-lo mudar de ideia. Então, a partir de agora, o Lisca não é mais treinador do Criciúma – disse o gerente de futebol Emerson Almeida, em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira.

Lisca chegou ao Criciúma em 11 de dezembro, depois do clube ficar quase um mês sem treinador. Ele comandou a equipe em quatro partidas, todas pelo Estadual. Em quatro jogos foram um vitória, um empate e duas derrotas. Ele deixa o Tigre com 33% de aproveitamento. 

Além dele, o auxiliar Marcelo Hahn também saiu. Lisca foi o segundo treinador a deixar o cargo no Campeonato Catarinense 2018. O primeiro foi Picoli, demitido do Brusque na semana passada.  O auxiliar Grizzo assume a equipe forma interina, juntamente com o técnico da equipe sub-20 Lalo, que será seu auxiliar. 

Após a derrota no Domingos Gonzales, o treinador falou com o gerente Emerson Almeida e entregou o cargo. O cartola contemporizou e combinou com Lisca uma reunião na manhã desta segunda-feira. Na noite de domingo, inclusive, o treinador pediu para não falar sobre a partida. A decisão do técnico prevaleceu e, segundo ele, não está relacionada exclusivamente com o revés por 3 a 0 para o Tubarão. 

— Não foi apenas ontem (domingo). A equipe não rendeu dentro do esperado e o Criciúma necessita de resultados. Ficamos longe disso. Como treinador, tenho que assumir isso. Contra o Figueirense foi um time desorganizado. Contra o Concórdia vencemos, mas a produção não foi das melhores, achamos os dois gols. Contra a Chapecoense fomos mais defensivos, neutralizamos o adversário, mas sem agressividade. O Jandrei não fez uma defesa. Foi um jogo controlado. Ontem (domingo) foi totalmente abaixo do que esperamos. Não vamos tirar o mérito do Tubarão, mas o Criciúma foi abaixo do que deve ser. Como treinador, eu assumo a responsabilidade e passei isso para o Emerson. É um projeto de longo prazo, mas o meu é vencer. Não vendo perspectiva de melhorar, falei isso (pedido de demissão) para o presidente. Não me senti em condições de extrair algo dos jogadores. Pior que isso vai ser difícil. Tem a troca do executivo que atrapalhou bastante. Por isso, eu deixo o novo profissional à vontade para escolher alguém que posicione melhor os jogadores para que o Criciúma renda melhor – falou o agora ex-treinador do Tigre.

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