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Na Guarda22/09/2018 | 08h33Atualizada em 22/09/2018 | 13h14

Marina Rodriguez está pronta para estreia no UFC São Paulo

Moradora de Floripa tem pela frente a canadense Randa Markos neste sábado

Marina Rodriguez está pronta para estreia no UFC São Paulo Reinaldo Reginato/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Foto: Reinaldo Reginato / FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

A estrada da Praia dos Ingleses, em Florianópolis, é o caminho que a lutadora Marina Rodriguez, de 31 anos, percorre todos os dias para ir até a academia de bicicleta. Mas neste sábado, a partir de 19h45min, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, o trajeto será do vestiário para o octógono do UFC, maior evento de MMA do mundo. E a estreia é logo no card principal, com transmissão para todo o Brasil, contra a canadense Randa Markos.

Gaúcha de Bagé radicada em Florianópolis, Marina iniciou nas artes marciais para perder peso. Algo inusitado para uma atleta da categoria peso-palha, que tem limite de 52kg para ser atingido um dia antes do combate. 

A estreia no MMA foi em 2010 com uma vitória impressionante na Arena Multiuso de São José. O último triunfo, no mês passado, foi em Las Vegas, no reality show Condender Series, que lhe rendeu um contrato com o UFC.

São 10 lutas no cartel, com 10 vitórias. Sempre acompanhada de Mácio Malko, professor de muay thai e que se tornou o mestre que a lapidou.

– A máquina só funciona com essas engrenagens. Só vou conseguir lutar com o meu mestre ao lado. Ele me criou, fez eu querer ser uma atleta, me forjou desde as primeiras lutas na época amadora. Você está lá morrendo, mas ele dá um olhar, um grito, e isso motiva e aparece uma energia em dobro. O atleta sempre tem 30% a mais para dar, só precisa ter a motivação certa. Ele que fez todo o caminho até aqui. A base da confiança entre nós é inabalável – comentou, orgulhosa, ao falar do treinador que a acolheu na Thai Brasil Floripa.

Foco para chegar aos objetivos

Uma das maiores qualidades da moradora do norte da Ilha de Florianópolis é o foco. Se até agora as lutas pouco rendiam financeiramente, e o pouco que ganhava era reinvestido na carreira, a hora do crescimento acabou de chegar.

– É o momento de dar início de uma nova etapa na carreira. Quando a gente fez sete vitórias e nenhuma derrota, vimos que era hora de lutar em alto nível para entrar no UFC. Agora que vai começar a nova etapa, vamos ser remunerados de verdade, como profissionais. Antes não ganhávamos como merecíamos, muitas vezes vendendo ingresso para ter a bolsa ou até lutando de graça para poder entrar em ação – conta.

Formada em design, ela é quem faz as peças da academia nas redes sociais, além de uns trabalhos pra fora. É essa fonte de renda que a ajudou até agora, assim como os familiares, fundamentais na jornada, pois também teve que parar de ensinar muay thai na academia a fim de se concentrar nos treinos e nas lutas.

– Eu dava aula para um turma, aí tive que parar para focar nos treinos. Moro com a minha família, eles me apoiam bastante e viram que deu resultado, tanto que ganhei todas as minhas 10 lutas. É uma profissão que vai dar retorno, com certeza – confia a lutadora.

Marina Rodriguez, UFC
Foto: Vica Bueno / divulgação

Nocaute na falta de apoio

Apesar de fazer parte do maior evento de MMA do Mundo, Marina ainda enfrenta um antigo problema: a falta de apoio. Apesar de ter fechado com o UFC, ainda não apareceu um patrocinador.

– O atleta precisa de equipamento, mas também precisa de um apoio financeiro mensal, porque a gente não ganha salário, só recebe quando tem luta. Precisa sempre ter um recurso para o próximo combate, tanto que o dinheiro que ganhei no Contender Series tive que guardar para investir nessa primeira luta no UFC. Vou tentar buscar o bônus (50 mil dólares) e, se der, fazer de tudo para ir em busca do cinturão – diz.

Com ou sem bônus, vencer é uma meta. Assim, quem sabe, alguma empresa passe a investir em Marina. Aos 31 anos e com muita lenha para queimar, é certo que essa primeira luta no UFC é apenas o começo do trajeto para se tornar campeã.

Card do UFC São Paulo

Peso-meio-pesado: Thiago Marreta x Eryk Anders
Peso-meio-médio: Alex Cowboy x Carlo Pedersoli
Peso-meio-pesado: Rogério Minotouro x Sam Alvey
Peso-galo: Renan Barão x Andre Ewell
Peso-palha: Randa Markos x Marina Rodriguez

Card preliminar

Peso-leve: Charles do Bronx x Christos Giagos
Peso-leve: Francisco Massaranduba x Evan Dunham
Peso-meio-pesado: Luis Henrique KLB x Ryan Spann
Peso-pesado: Augusto Sakai x Chase Sherman
Peso-meio-médio: Serginho Moraes x Ben Saunders
Peso-mosca: Mayra Sheetara x Gillian Robertson
Peso-médio: Thales Leites x Hector Lombard
Peso-meio-médio: Elizeu Capoeira x Luigi Vendramini
Peso-palha: Lívia Renata Souza x Alex Chambers

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