Estudantes de arquitetura de todo o Brasil fazem mutirão na Comuna Amarildo de Souza - Geral - Hora de Santa Catarina

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03/08/2014 | 17h03

Estudantes de arquitetura de todo o Brasil fazem mutirão na Comuna Amarildo de Souza

Estudantes de arquitetura de todo o Brasil fazem mutirão na Comuna Amarildo de Souza Betina Humeres/Agencia RBS
Estudantes participaram de construções coletivas no acampamento Amarildo de Souza Foto: Betina Humeres / Agencia RBS
O fim de semana foi de trabalho duro para cerca de 120 estudantes de arquitetura de todo o Brasil que estão em Florianópolis participando de um seminário na Ufsc. Nada de passear nas praias e curtir o sol. Eles arregaçaram as mangas, pegaram os serrotes, martelos e outras ferramentas para aprender na prática os conceitos de sala de aula, e realizaram um mutirão de construções coletivas na Comuna Amarildo de Souza, instalada em Águas Mornas.

O Seminário Nacional de Escritórios Modelo de Arquitetura e Urbanismo (Senemau) é o encontro entre alunos de escritórios modelos de arquitetura, com objetivo de trocar experiências, assistir palestras de referências na área e realizar uma intervenções em espaços da cidade. A estudante Carolina Rodrigues Dal Soglio, da comissão organizadora do evento na Ufsc, explica que o objetivo é construir junto a comunidade, trocando conhecimentos: 

— Eles que estão nos ensinando mais, é uma troca de aprendizado. Nos dois dias de mutirão estamos trabalhando na construção de uma caixa d´água, um centro comunitário, banheiros secos e de brinquedos. Depois que os colegas forem embora o nosso escritório modelo vai dar continuidade ao trabalho — disse.

 
Foto: Betina Humeres/ Agência RBS

Os participantes de dividiram em grupos e todo o material utilizado no mutirão veio por meio de doações. Um dos palestrantes do evento, o espanhol Miguel Rodriguez, do Coletivo Basurama, também foi até o acampamento e desenvolveu um trabalho com as crianças, fazendo brinquedos com pneus velhos e outros objetos encontrados no lixo:

— Perguntamos para as crianças como e onde elas costumam brincar, e com pneus e outros materiais fizemos uma ponte com cordas e um balanço. Quando as crianças se envolvem criando junto, elas se sentem parte da transformação. É uma ação educativa muito forte — destaca.

Mudança para Águas Mornas foi no início de julho

Cerca de 60 famílias remanescentes da Ocupação Amarildo de Souza, que teve início em dezembro de 2013 em um ternos às margens da sc-401, no Norte da Ilha, foram transferidas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do Morro dos Cavalos para a área da região do Rio Miguel, no bairro Teresópolis, em Águas Mornas, no dia 3 dia julho.

Na ocasião, o Incra informou que o terreno foi cedido pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e iria abrigar os chamados amarildos provisoriamente. O prefeito da cidade manifestou descontentamento com a mudança, pois disse que não havia estrutura no local. A reportagem não conseguiu contato com o Incra neste domingo para saber até quando a comunidade deve permanecer no local.

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