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PARALISAÇÃO20/09/2016 | 12h12Atualizada em 20/09/2016 | 12h12

Bancários rejeitam proposta e greve completa 15 dias em Santa Catarina 

Bancários rejeitam proposta e greve completa 15 dias em Santa Catarina  SEEB/Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região
Mobilização acontece desde o dia 6 de setembro Foto: SEEB / Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região

Após 15 dias de braços cruzados, a greve dos servidores bancários segue sem data para terminar. Em Santa Catarina, a mobilização deflagrada no início do mês em apenas algumas regiões, começou a ganhar fôlego na semana passada. Segundo levantamento feito pela Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito  (Fetec) na manhã desta terça-feira, 329 agências amanheceram com as portas fechadas no Estado. No país, a mobilização já atinge 13.071 agências, cerca de 56% do total

Conforme explicou o presidente do Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região (SEEB), Marco Aurélio Silveira Silvano, a oferta apresentada pelas empresas "não corrige os salários em relação à inflação dos últimos 12 meses".  Em reunião na última semana a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propôs reajuste de 7% e abono de R$ 3,3 mil. 

— Nós estamos pedindo reajuste de 9,62% mais 5% de ganho real. E além disso, temos outras pautas como a garantia de distribuição  justa nos lucros, maior segurança para os trabalhadores e a garantia de aumento de funcionários — declarou. 

Adesão à greve dos bancários cresce em Santa Catarina

Além da região da Grande Florianópolis - que tem cerca de 120 bancos sem operar nesta terça - os municípios do Norte, Oeste, Planalto e Sul, seguem mobilizados. Na região de Joinville, dos 92 bancos, 48 estão fechados. Já em Blumenau, das 70 agências, 44 permanecem de portas fechadas. 

Em Criciúma, servidores de 50 agências seguem sem trabalhar desde a última semana. Nas cidades próximas de Chapecó, 41 bancos não realizam operações hoje. 

Dados contabilizados pelos trabalhadores mostraram que a adesão é maior no setor público. Das agências fechadas hoje no Estado, 129 pertencem aos bancos privados e 200 aos públicos. Do ponto de vista das reivindicações, as pautas são muito parecidas. No entanto, como afirmou Marco, as questões trabalhistas são mais solicitadas aos bancos públicos. 

— Fazemos a mesa de negociação juntos, mas as questões de planos e carreira, mais contratações, planos de saúde e previdência são só dos bancos públicos. Por isso discutimos só com eles — disse.

Pauta feminista

Segundo Marco, além de não conseguirem alcançar postos mais altos por conta do preconceito, as mulheres bancárias recebem menos do que os homens. De acordo uma pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 2013 o gênero feminino, mesmo com nível escolar mais alto, recebia, em média, 24% a menos que os homens. 

— Também queremos discutir a igualdade de oportunidades. As mulheres ganham menos que os homens e dificilmente nós vemos elas alcançando os postos mais altos dos bancos por uma série de desculpas, como gravidez, por exemplo — explica. 

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