Critérios para doação de sangue serão mais rígidos para evitar zika e chikungunya - Geral - Hora de Santa Catarina

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Mais rigoroso14/09/2016 | 16h55Atualizada em 14/09/2016 | 16h55

Critérios para doação de sangue serão mais rígidos para evitar zika e chikungunya

Com a nova orientação, os candidatos que foram diagnosticados com um dos vírus não poderão doar por um período de 30 dias após a recuperação completa

Critérios para doação de sangue serão mais rígidos para evitar zika e chikungunya Salmo Duarte/Agencia RBS
Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

A triagem clínica para doação de sangue no Brasil agora tem mais um item de observação para evitar a transmissão do zika vírus e chikungunya por meio de transfusão sanguínea. Desde esta segunda-feira, os doadores terão que responder a perguntas como se teve sintomas ou diagnóstico das doenças ou se esteve recentemente em locais com número elevado de casos registrados. A medida está prevista em uma nota técnica assinada pela A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde.

Com a nova orientação, os candidatos a doar sangue que foram diagnosticados clinica ou laboratorialmente com um dos vírus não poderão doar por um período de 30 dias após a recuperação completa. Já aqueles que tiveram contato sexual com alguém diagnosticado com zika nos últimos 90 dias deverão esperar ao menos 30 dias após o último contato sexual para doarem sangue.

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A decisão foi baseada nas evidências recentes de transmissão do zika e da chikungunya pelo sangue e da transmissão do zika pelo contato sexual com portadores do vírus. A partir dessa constatação uma série de requisitos deve ser adotada na triagem de doadores pelos serviços de hemoterapia de todo o País.

Em Santa Catarina, o Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) informa que já reforçou, na triagem clínica, as perguntas relacionadas a sinais e sintomas das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Também estimulam que os doadores comuniquem caso apresentem sinais e sintomas dos vírus até 14 dias após a doação. Neste caso, as bolsas são rastreadas e descartadas.

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No primeiro momento, em 2015, o Hemosc tornava inapto por 60 dias o candidato à doação que passou por área endêmica. Porém como este critério estava impactando no estoque de sangue, definiu-se adotar o recomendado pela nota técnicas da Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados (CGSH) de 30 dias.

Assim, os moradores das cidades definidas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica como epidêmicas não podem doar até 30 dias após passagem pelo município.

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Como forma de prevenção adotada para infecções pelo vírus zika em gestantes (lembrando que a infecção pelo zika vírus é assintomática em cerca de 80% dos casos)  decidiu-se usar para esse público somente hemocomponentes filtrados como meio de evitar o uso de concentrado de hemácias oriundo de região com maior risco.

Foto: Divulgação / Anvisa






 
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