"Eu quero ser avaliada por aquilo que fiz e pelo que posso fazer", diz Angela Amin (PP) - Geral - Hora de Santa Catarina

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Eleições 201621/09/2016 | 14h00Atualizada em 21/09/2016 | 14h00

"Eu quero ser avaliada por aquilo que fiz e pelo que posso fazer", diz Angela Amin (PP)

Ela é a segunda entrevistada da Hora de Santa Catarina na série com os candidatos a prefeito de Florianópolis

"Eu quero ser avaliada por aquilo que fiz e pelo que posso fazer", diz Angela Amin (PP) /Agencia RBS
Foto: Agencia RBS

Duas vezes prefeita de Florianópolis, entre 1997 e 2004, Angela Amin (PP) considera que se aperfeiçoou nos últimos anos e está mais preparada para assumir o governo da Capital. 

Vice-líder nas pesquisas de intenção de voto, ela é a segunda candidata à prefeitura da cidade a conversar com a Hora de Santa Catarina ao longo desta semana, em entrevistas com os cinco postulantes cujos partidos têm representação superior a nove deputados na Câmara.

Angela falou sobre programas implantados em seus oito anos como prefeita e discorreu sobre promessas de seu plano de governo atual. Evitou se manifestar diretamente sobre perguntas envolvendo a atual administração do prefeito Cesar Souza Junior (PSD), que desistiu de disputar a reeleição e apoia a pepista.

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Criado no seu governo, o complexo habitacional do Monte Cristo sofre hoje com a desfiguração do programa social, com o tráfico de drogas e com a violência. O que deu errado no local e o que a senhora propõe para melhorar a vida de quem mora lá?
A desativação do trabalho social que foi implantado na oportunidade. Tínhamos lá trabalhos sociais com as crianças e, principalmente, trabalhos para geração de renda e oportunidade, para que as famílias que lá foram instaladas tivessem a oportunidade, principalmente, de geração de renda. Isso nós vamos retomar com muito afinco, para que além da transferência, da garantia de endereço, a ressocialização seja efetiva.

Também criados no seu governo, três terminais de ônibus continuam desativados na cidade e um deles vai virar mercado público. O que deu errado? Como resolver?
A grande responsabilidade foi a desativação dos terminais, que tinham como objetivo todo o processo de integração dos ônibus da Grande Florianópolis. A desativação da Região Metropolitana. Felizmente, o atual governo retoma a Região Metropolitana, volta a discutir a importância da integração dos ônibus da Região Metropolitana, e isso nós vamos tomar com muito afinco. E o plano (Plano de Mobilidade Urbana e Sustentável da Grande Florianópolis – Plamus), pago pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), prevê a ativação dos terminais do Continente e a ativação do terminal do Saco dos Limões, e agora felizmente a construção de um novo terminal. Isso vai ser uma questão de honra, para dar dignidade a quem utiliza o ônibus, agora, na Grande Florianópolis, que era o que tinha sido previsto quando nós ativamos o sistema, infelizmente só em Florianópolis, mas o projeto previa a Grande Florianópolis.

O Consórcio Fênix vai completar em novembro dois anos de operação. O contrato prevê mais 18 anos. Que avaliação a senhora faz da atuação do consórcio, formado pelas mesmas empresas que operam o sistema há décadas?Eu acho que licitação tem que ser respeitada. O que cabe à prefeitura é cobrar o serviço de qualidade ao cidadão de Florianópolis, e vamos fazer isso com muito vigor. Essa é uma questão de honra. Porque aquilo que eu digo, o transporte coletivo em nossa administração vai ser uma questão de honra. Fazer com que o cidadão de Florianópolis que usa ônibus, eu usei ônibus em Florianópolis como estudante da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), vai ter sem dúvida um transporte digno, daquilo que nós construímos, para fazer com que o cidadão possa ter dignidade.

Como garantir o crescimento ordenado da cidade que tem 42% das terras em áreas de proteção ambiental, um dado contido em seu plano de governo?Mantendo as áreas de preservação. Isso é uma questão realmente importante para a nossa qualidade de vida, com muito planejamento, ação do município de Florianópolis, dentro do processo de garantia dessa preservação, planejamento e cuidado com o que é, sem dúvida, a nossa joia: o meio ambiente.

Na saúde, a senhora sugere readequar a estrutura da secretaria, fortalecer auditorias e repensar a capacidade física da rede. A senhora pode dar exemplos práticos do que pretende mudar na área da saúde na cidade?
Eu acho que principalmente a qualidade do atendimento ao cidadão. A grande dificuldade hoje é o cidadão que chega, tem dificuldades na marcação da consulta especializada, e isso já vem de algum tempo. E como hoje, essa responsabilidade é real do município de Florianópolis, que não era quando eu fui prefeita. Naquela oportunidade, o município não era pleno na área da saúde, nós éramos semiplenos. Então, a extensão do horário no posto de saúde, das 7h às 19h, isso vai minimizar o impacto das filas de atendimento nos postos de saúde. Pretendemos também rever o quadro de médicos e profissionais da área da saúde, para que nós possamos dar dignidade no atendimento, e fazer com que o cidadão, a partir do momento que ele entra no posto de saúde, ele tenha a sequência e garantia desse atendimento.

A senhora cita gestão como prioridade de seu governo, mas isso é premissa básica em qualquer governo ou função de liderança. A senhora acha que faltou gestão do governo do prefeito Cesar Souza Junior?
Eu entendo que essa é uma prioridade absoluta. Nós fizemos isso, e de que forma? Fazendo com que nós tenhamos a qualidade como pano de fundo do processo, escolhendo os projetos estratégicos, levantando os indicadores, avaliando esses indicadores, mas, acima de tudo, prestando contas à sociedade.

Como a senhora avalia a gestão do prefeito Cesar Souza Junior (PSD)? Foi boa a ponto de a senhora ter o vice do partido dele?
Eu acho que a composição política faz parte do processo. Tem acertos e erros. E eu quero ser avaliada por aquilo que eu fiz, e por aquilo que eu posso fazer. Estou apresentando as minhas propostas, aquilo que eu fiz, aquilo que eu quero fazer, os meus erros, os meus acertos. Eu tenho certeza absoluta que tenho muito mais acertos. Fui me aperfeiçoar, voltei à universidade, para poder fazer mais e melhor pela cidade e pelo cidadão de Florianópolis.

O que a senhora acha que pesa mais na sua campanha? O seu nome ou o seu sobrenome?
Eu acho que aquilo que eu fiz pela cidade de Florianópolis. Ao qual não tenho do que me esconder. Tenho uma família, tenho uma família que me honra muito, e é com essa família que eu quero continuar vivendo e me apresentando para a sociedade florianopolitana e a sociedade catarinense.

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