Ivan Rocha (PSOL): É preciso fundir as duas Joinvilles - Geral - Hora de Santa Catarina

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Fala, candidato!14/09/2016 | 22h33Atualizada em 14/09/2016 | 22h33

Ivan Rocha (PSOL): É preciso fundir as duas Joinvilles

Ivan Rocha (PSOL): É preciso fundir as duas Joinvilles Maykon Lammerhirt/Agencia RBS
Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

Joinville precisa de uma fusão, da cidade pobre com a cidade rica. Porque Joinville é uma cidade com muitas indústrias, empregos, com grandes eventos culturais e de negócios, com uma região central arborizada e florida. Mas também é uma cidade com uma periferia pobre, com pouco saneamento básico, com falta de água, e remédios, de vagas nas creches, nas escolas e na universidade, com a tarifa de ônibus mais cara do Brasil (R$ 4,50 a embarcada), com poucos leitos nos hospitais e pouca segurança. A primeira Joinville é divulgada Brasil afora. A segunda é escondida até dos próprios joinvilenses.

Meu objetivo é trabalhar para reduzir a desigualdade social, promover o direito à cidade e aprofundar a democracia. Nós do PSOL acreditamos que só a luta muda a vida e que uma cidade mais justa, humana e igualitária é possível. Somos contra a ideia da cidade-prisão e da cidade-negócio. 

Nossa proposta para transformar Joinville tem três eixos:

O primeiro é o combate à especulação imobiliária, que hoje determina a expansão desordenadada cidade. O setor imobiliário concentra terras e casas, lucrando com o preço alto dos aluguéis e dos terrenos. Isso expulsa os trabalhadores cada vez mais para a periferia, onde não há infra-estrutura, saúde, educação, saneamento e segurança. Vamos combater a especulação com a implantação de IPTU Progressivo, uma medida prevista na Constituição. Assim vamos promover a ocupação de terrenos e de casas vazias, melhorando a economia, já que os altos alugueis não causarão o fechamento dos pequenos negócios. A mobilidade da cidade será melhor, pois as pessoas vão morar mais perto do emprego, da escola e dos serviços.

O segundo eixo é o combate ao monopólio das empresas de transporte coletivo, que hoje operam de maneira ilegal, pois nunca passaram por processo licitatório. Algo está muito errado quando a população de uma cidade só aumenta e o número de usuários do transporte coletivo só diminui. A explicação é que o serviço é muito ruim e caro. Os trabalhadores, estudantes e desempregados da cidade não podem circular. Nós vamos, por decreto, acabar com a tarifa embarcada mais cara no primeiro dia de governo. Vamos fazer a licitação e criar uma empresa pública para gerir gradativamente e fiscalizar o serviço. Esta empresa vai cuidar do Fundo Municipal de Transporte, que arrecadará recursos para subsidiar a tarifa, tendo como horizonte a Tarifa Zero. Também vamos criar a mensalidade do transporte, de modo que o usuário pague um valor fixo mensal e possa usar o ônibus livremente durante um mês.

O terceiro eixo é uma transformação na Educação, pois entendemos que ela será a força-motriz de uma grande mudança social. Inspirados em grandes experiências como a Escola da Ponte e o ensino público de países escandinavos, vamos transformar a escola em um local que seja prazeroso e estimule a busca pelo conhecimento. Vamos fazer eleições diretas para diretores e promover o turno integral, abrindo a escola para a comunidade, que poderá oferecer e participar de cursos, oficinas, esportes e atividades culturais.

 
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