Pílulas de Saber: como os medicamentos funcionam em nosso corpo - parte 2  - Geral - Hora de Santa Catarina

Versão mobile

Sangue26/09/2016 | 10h01Atualizada em 05/10/2016 | 19h57

Pílulas de Saber: como os medicamentos funcionam em nosso corpo - parte 2 

Continuando o assunto que começamos na Pílulas de Saber de 29/08/2016

Pílulas de Saber: como os medicamentos funcionam em nosso corpo - parte 2  Pexels/Pexels
Foto: Pexels / Pexels
Carlos Rogério Tonussi
Carlos Rogério Tonussi

tonussi@farmaco.ufsc.br

A barreira sangue-cérebro
Continuando o assunto que começamos na Pílulas de Saber de 29/08/2016, quando os medicamentos chegam no sangue, eles vão se espalhar para o corpo todo, ou quase. Acontece que o sistema nervoso, isto é o cérebro e a medula espinhal, são protegidos por uma barreira que impede que certas substâncias atravessem de um lado para o outro. 

Chamada de barreira sangue-cérebro, ela  dificulta, e as vezes impede, que medicamentos cheguem ao sistema nervoso. Por um lado isso pode ser bom, pois tem medicamentos que só precisam agir nos órgãos periféricos como coração, estômago, rins, etc. Porém, isso pode ser ruim quando nós queremos atingir um tumor no cérebro e um bom agente anticâncer que poderia ajudar, não consegue chegar no local por causa dessa barreira.

Os alvos
Os medicamentos sempre produzem efeitos bons e ruins. Os bons são chamados de terapêuticos e os ruins de efeitos colaterais ou tóxicos. Assim, a decisão de tomar um medicamento é sempre baseada nos prós e contras. O que vale mais a pena, tomar o medicamento ou ficar com a doença? Os possíveis efeitos bons do medicamento compensam os efeitos ruins? Por exemplo, agentes anticâncer geralmente são muito tóxicos, porém se não tratarmos o câncer a pessoa sofrerá mais.  Bons ou ruins, para os efeitos acontecerem o medicamento precisa se ligar a alvos no organismo. O problema é que geralmente estes alvos não estão apenas no local que desejamos tratar. O mesmo alvo costuma estar em diferentes órgãos.

Leia mais dicas de saúde na coluna Pílulas do Saber

Atira no que viu, acerta o que não viu
Digamos que o paciente precise de um medicamento de diminua os batimentos do coração. Um exemplo de medicamento que faz isso é o propranolol, que tem como alvo os receptores beta-adrenérgicos no coração. Porém, esse medicamento atinge também receptores beta nos pulmões, podendo causar um ataque asmático em certas pessoas. Outro exemplo poderia ser o dos antialérgicos do tipo antihistamínicos H1. Eles diminuem uma reação alérgica, causada por picadas de insetos, sintomas da gripe, etc., porém também causam muita sonolência por atingirem os receptores H1 no cérebro. Medicamentos antidepressivos melhoram o humor por aumentarem uma substância química no cérebro chamada noradrenalina, porém esses medicamentos fazem o mesmo no coração e nos vasos sanguíneos, o que pode causar hipertensão arterial.

 


 
 
 

Siga Hora no Twitter

  • horasc

    horasc

    Hora de SCDescoberta de dois corpos no Norte da Ilha eleva para 101 o número de homicídios em Florianópolis #HoraSC #violência https://t.co/lfnYd57KFAhá 10 minutosRetweet
  • horasc

    horasc

    Hora de SCMário Motta: se a sua encomenda via Correios não chegar, prepare-se para a dor de cabeça - https://t.co/g8fRP5TNv3… https://t.co/7V90kKip58há 19 minutosRetweet
Hora de Santa Catarina
Busca
clicRBS
Nova busca - outros