Saiba quais são as causas mais comuns da dor de cabeça e como evitá-la - Geral - Hora de Santa Catarina

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Saúde16/09/2016 | 06h07Atualizada em 16/09/2016 | 06h07

Saiba quais são as causas mais comuns da dor de cabeça e como evitá-la

Esses será um dos temas do 4º Congresso Sul Brasileiro de Dor, que começa nesta sexta-feira em Florianópolis

Saiba quais são as causas mais comuns da dor de cabeça e como evitá-la ILustração de Adriana Antunes/divulgação
Pesquisa mostra que dor de cabeça atinge cerca de 80% da população Foto: ILustração de Adriana Antunes / divulgação

Aquela dor nas costas, na cabeça ou ardência nas articulações pode ser mais que um simples incômodo. Dor é um sinal de alerta e o paciente deve procurar um médico, principalmente quando tem aquelas constantes, problema que atinge 30% da população mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde. Apesar de apresentar desafios no tratamento, a boa notícia é que hábitos saudáveis podem ajudar a evitar o incômodo. 

Esse será um dos temas abordados no 4º Congresso Sul Brasileiro de Dor, que começa hoje em Florianópolis e deve reunir cerca de 300 profissionais, principalmente de saúde. Juliana Barcellos de Souza, presidente do congresso e membro da diretoria da secretaria da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), lembra que as dores mais comuns são a de cabeça e nas costas, que é a que mais afasta do trabalho. 

— Tanto a dor da cabeça como a dor das costas são banalizadas, como se fossem normais. A dor não é normal, é um sinal de alerta — reforça.


Se a pessoa não busca tratamento assim que aparecem os sintomas, essa dor pode se transformar em uma dor crônica - quando persiste por mais de três meses e sem causa física aparente -, que é considerada uma doença. Na região Sul, entre 25 e 30% sofrem desse mal, diz a especialista:

— Quando a dor começa, a gente pode controlar com exercício, relaxamento e respiração. Depois ela  agrava e tem que ter remédio. 

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Os principais obstáculos para um tratamento mais eficaz passam por automedicação ou resistência a medicação. A complexidade da doença e até falta de formação profissional também influenciam no tratamento, aponta o psicólogo e presidente da Associação Catarinense de Estudo da Dor (Aced), Jamir Sardá Junior.

— Para se ter ideia do problema, apesar de saber que 80% dos que procuram um médico seja em função de dor, os alunos de medicina, psicologia, enfermagem, não tem cadeira específica sobre o assunto — diz Junior.

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Ele defende que o tratamento deve ser feito por uma equipe especializada e multidisciplinar, já que a doença impacta inclusive em aspectos psicológicos. 

— As dores contribuem para que se tenha ansiedade, estresse e depressão. Muitas vezes começa por uma questão física e tem consequências psicológicas, que vão ser um complicador das questões físicas. Como um círculo vicioso — diz. 

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Por isso, o anestesiologista que atua em tratamento da dor Breno Santiago Lima defende que além de medicação, tratamentos fisioterápico e psicológico também são muito importantes para curar a doença. 

Para evitar a dor a fórmula é conhecida e consiste em manter hábitos saudáveis. Alimentação adequada, dormir oito horas por dia, atividade física e alongamento diário estão entre as medidas que devem ser adotadas. 

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