Upiara Boschi: Avaliação de prefeitos explica crescimento Udo Döhler e queda de Angela Amin - Geral - Hora de Santa Catarina

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Pesquisa Ibope16/09/2016 | 19h26Atualizada em 16/09/2016 | 19h34

Upiara Boschi: Avaliação de prefeitos explica crescimento Udo Döhler e queda de Angela Amin

upiara boschi
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As avaliações das gestões municipais ajudam a explicar o crescimento nas intenções de votos que alçou os peemedebistas Udo Döhler e Gean Loureiro à liderança isolada das eleições para prefeito de Joinville e Florianópolis. Ambos tiveram evolução consistente nas intenções de voto nesta segunda rodada de pesquisas do Ibope contratadas pela RBS TV. 

Udo Döhler cresce e lidera em Joinville, aponta Ibope 
Gean Loureiro sobe e descola de Angela Amin em Florianópolis 

Desde a instituição da reeleição, as campanhas eleitorais têm mostrado que nada ajuda mais na imagem de um prefeito que o horário eleitoral em que ele apresenta suas ações no mandato. Em Joinville, a propaganda teve efeito direto sobre a avaliação da gestão de Udo Döhler e sobre sua rejeição. Isso se traduziu em votos. 

No primeiro levantamento do Ibope, o peemedebista tinha 39% de aprovação e 53% de reprovação. Agora, a relação se inverteu: 51% a 41% para a aprovação. A rejeição caiu de 31% para 21%. Aí está a chave da disparada de 23% para 33% na intenção de votos, que se deu sobre indecisos e candidatos menos competitivos. O peemedebista não tirou votos de Marco Tebaldi (PSDB) e Darci de Matos (PSD), que devem lutar pela vaga no segundo turno. A pesquisa mostra Udo consolidado, mas com uma parada no dura no segundo turno.

Em Florianópolis, o prefeito Cesar Souza Junior (PSD) não é candidato à reeleição, mas os números de sua gestão também ajudam a entender a virada de Gean Loureiro sobre sua aliada, a ex-prefeita Angela Amin (PP). A gestão sofre com o tiroteio do peemedebista e dos demais adversários, sem ser defendida pela pepista. Com isso, a desaprovação subiu de 65% para 76%. 

Mesmo que a pepista não herde diretamente o desgaste, tem o prefeito como âncora. Na intenção de votos, a vantagem de quatro pontos, dentro da margem de erro, da última pesquisa, virou uma desvantagem de oito pontos. 

Com este cenário, a avaliação é de que Gean tente usar a estrutura dos 15 partidos que o apoiam e a diferença de tempo no horário eleitoral para vencer ainda em primeiro turno. Enquanto isso, Angela Amin enfrentará o dilema de atacar para recuperar pontos perdidos ou se segurar com a estrutura que tem para chegar ao segundo turno, quando o tempo de televisão empata e os candidatos a vereador dispersam.

Enquanto isso, talvez Cesar Junior esteja arrependido da decisão de não concorrer. Está correndo o risco de ter comprometido o futuro político.

 
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