Aleppo permenece 24 horas sem bombardeios aéreos russos e sírios - Geral - Hora de Santa Catarina

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Trégua19/10/2016 | 08h16

Aleppo permenece 24 horas sem bombardeios aéreos russos e sírios

Aproveitando a interrupção dos ataques, a população de Aleppo saiu às ruas para comprar alimentos, que ficam cada vez mais escassos

Aleppo permenece 24 horas sem bombardeios aéreos russos e sírios KARAM AL-MASRI  / AFP/AFP
Foto: KARAM AL-MASRI / AFP / AFP
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Aleppo está há mais de 24 horas sem bombardeios da aviação síria e russa, mas ainda há registro de intensos combates terrestres entre tropas governamentais e rebeldes. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira por uma ONG e socorristas da cidade do norte da Síria.

A Rússia, principal aliada do presidente Bashar al-Assad, anunciou na terça-feira, a suspensão dos bombardeios contra o leste de Aleppo, a parte da cidade sob controle rebelde. A interrupção dos bombardeios precede uma "trégua humanitária" anunciada pelas forças russas para quinta-feira com o objetivo de evacuar os civis e os rebeldes que desejarem deixar Aleppo.

— Não há ataques aéreos desde a manhã de terça-feira. Mas seguem ocorrendo combates em vários fronts perto dos bairros rebeldes, em especial na Cidade Velha — disse Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

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Na terça-feira, aproveitando a pausa dos ataques aéreos, a população de Aleppo saiu às ruas para comprar alimentos, que ficam cada vez mais escassos. A zona rebelde de Aleppo está completamente sitiada pelas forças governamentais há três meses.

A "pausa humanitária" deveria começar na quinta-feira às 8h locais (3h no horário de Brasília) e durar oito horas, de acordo com o que havia sido anunciado pela Rússia.

Os 250 mil habitantes dos bairros do leste da cidade, nas mãos dos rebeldes desde 2012, estão submetidos a intensos bombardeios dos aviões russos e sírios. O governo lançou uma ofensiva para recuperar o controle de toda a cidade.

Durante os bombardeios, vários hospitais foram atingidos pelas bombas russas e sírias, o que levou vários países ocidentais, entre eles a França, a denunciar "crimes de guerra".


 
 
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