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Contra o terrorismo17/10/2016 | 09h19

Iraque inicia ofensiva para retomar Mossul do Estado Islâmico

Investida para reconquistar a cidade é a maior operação militar do país desde que as tropas norte-americanas se retiraram do território em 2011

Iraque inicia ofensiva para retomar Mossul do Estado Islâmico AHMAD AL-RUBAYE / AFP/AFP
Foto: AHMAD AL-RUBAYE / AFP / AFP
Agência Brasil
Agência Brasil

Mais de 30 mil tropas do exército iraquiano começaram nesta segunda-feira uma ofensiva militar para libertar a cidade de Mossul do Estado Islâmico (EI). A informação foi anunciada pelo primeiro-ministro do país, Haidar al Abadi, em uma emissora estatal iraquiana. 

— A hora de vencer chegou e as operações para libertar Mossul começaram — disse o premier.

A investida para reconquistar Mossul é a maior operação militar do Iraque desde que as tropas norte-americanas se retiraram do território em 2011.

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Segundo a Al Jazira, nas primeiras quatro horas de ofensiva, as forças curdas dos peshmerga já conquistaram o controle de pelo menos três vilarejos da região. No entanto, elas não entrarão em Mossul, deixando esta tarefa apenas para o exército iraquiano para não aumentar tensões no país, de acordo com Kifah Mahmud Karim, conselheiro do presidente da região autônoma do Curdistão iraquiano, Massud Barzani. 

A operação deve durar "provavelmente semanas e talvez ainda mais", explicou o general Stephen Townsend, comandante das forças conjuntas norte-americanas que estão no Iraque para ajudar a libertar Mossul. 

— Esta deve se revelar uma batalha longa e difícil, mas os iraquianos estão preparados e nós estamos com eles — afirmou Townsend. 

A Organização das Nações Unidas também já se pronunciou sobre a ofensiva e se disse "extremamente preocupada" com os cerca de 1,5 milhão de civis que vivem na cidade.

Segundo o responsável da ONU pelas atividades humanitárias, Stephen O'Brien, a instituição teme que "milhares (de pessoas) poderão se encontrar sob o cerco" das tropas governamentais ou se transformar em "escudos humanos" nas mãos do EI.


 
 
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